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Empresa francesa rejeita participar na construção do muro entre EUA e México

HERIKA MARTINEZ / AFP / Getty Images

“Tenho de considerar a realidade da companhia, a nossa cultura, a forma de fazermos as coisas e as nossas sensibilidades”, diz o administrador-executivo do grupo de construção civil Vinci

O administrador-executivo do grupo de construção civil francês Vinci diz que a empresa declina participar na construção da barreira entre os Estados Unidos e o México, proposta pelo Presidente norte-americano Donald Trump.

“Eu tenho de considerar a realidade da companhia, a nossa cultura, a forma de fazermos as coisas e as nossas sensibilidades. Não posso olhar apenas para os nossos colegas norte-americanos, mas sim para o resto do mundo”, disse Xavier Huillard à estação de televisão BFM.

“Por todos estes motivos, e sem querer fazer qualquer tipo de julgamento em relação aos Estados Unidos, preferimos não tocar neste muro”, acrescentou.

A barreira que Trump prometeu construir ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México, um projeto de dezenas de milhares de dólares, está no centro de uma crise diplomática entre mexicanos e norte-americanos.

“Se decidirmos fazer uma coisa que pode ofender a maioria dos nossos empregados, é mais sensato evitá-lo”, defende Huillard.

A Vinci é a mais recente empresa a rejeitar publicamente participar no projeto. No mês passado, a companhia francesa Bouygues, concorrente da Vinci, revelou não estar interessada no projeto, argumentando que a barreira vai ser uma construção de metal, um processo que a empresa não domina.

Mesmo assim, o grupo franco-suíço LafargeHolcim está preparado para vender cimento para a construção do muro.