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Orly: Hollande elogia a “coragem e eficácia” das forças de segurança francesas

BENOIT TESSIER / REUTERS

O presidente francês fez referência ao homem abatido pela polícia no aeroporto de Orly como “um indivíduo particularmente perigoso”. Entretanto um dos dois terminais do aeroporto já foi reaberto

François Hollande, presidente francês, saudou a "coragem e eficácia" dos polícias e militares que este sábado abateram a tiro um homem que roubou uma arma a um militar no terminal sul do aeroporto de Orly, em Paris. Hollande descreve-o como "um indivíduo particularmente perigoso".

"A secção antiterrorista da polícia de Paris abriu uma investigação para esclarecer quais os motivos e as circunstâncias destes atos assim como de eventuais cúmplices", afirmou François Hollande, em comunicado.

"O Presidente da República reafirma a determinação do Estado em agir sem descanso na luta contra o terrorismo, na defesa da segurança dos nossos compatriotas e na garantia de proteção do território."

No comunicado é ainda confirmado que a vigilância "será mantida no seu nível mais elevado", para além de ser elogiada a "utilidade" da operação militar Sentinelle, lançada nos locais mais sensíveis em França.

Aeroporto evacuado e encerrado

Foi por volta das 8h30 locais (7h30 em Lisboa) que o homem tirou uma arma a um militar no terminal de Orly-Sul, antes de se esconder numa loja. Acabaria por ser abatido pelas forças de segurança, segundo explicou à AFP o porta-voz do ministério do Interior francês, Pierre-Henry Brandet, acrescentando não haver feridos.

O incidente levou a que as autoridades evacuassem o aeroporto de Orly, fechassem os dois terminais e interrompessem o tráfego aéreo, obrigando alguns voos a serem transferidos para o aeroporto de Charles de Gaulle.

De acordo com as informações que estão a ser avançadas pela imprensa francesa, o homem tinha 39 anos, nacionalidade francesa e com ligações ao tráfico de estupefacientes.

O homem estava identificado pelos serviços de informação que suspeitavam que se tivesse radicalizado durante o tempo em que esteve na prisão. Porém, a vigilância de que foi alvo terá sido interrompida numa altura que ainda não é conhecida, segundo descreve o jornal "Le Figaro".

Em declarações à imprensa no aeroporto, o ministro Bruno Le Roux confirmou que o mesmo homem abriu fogo uma hora e meia antes do incidente no aeroporto, numa operação policial em Stains, a norte da capital, onde feriu uma agente.

O condutor do veículo disparou sob três agentes numa operação stop quando ia apresentar os documentos do carro, ficando um deles ligeiramente ferido.

Segundo o canal BFM TV, o homem abandonou o veículo, um Renault Clio que havia previamente roubado, em Val de Marne, e ali roubou um outro carro, um Citroën Picasso, que posteriormente foi localizado no parque de Orly.

Pouco depois de o homem ter sido abatido, a polícia lançou uma operação de busca de explosivos no aeroporto, pedindo às pessoas que não se aproximassem, nem tentassem furar o perímetro de segurança estabelecido.

Segundo a imprensa local, a polícia quis excluir a possibilidade de o homem que foi abatido não estar sozinho, tendo também entretanto confirmado que não foram encontrados explosivos.

Este incidente ocorreu no terminal de Orly-Sul. A TAP também opera neste aeroporto, mas a partir do terminal de Orly-Oeste. De qualquer forma, os dois terminais estão encerrados e pelos menos dois voos da TAP já foram divergidos para o aeroporto de Charles de Gaulle, em Paris.