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Merkel apela ao recomeço das conversações sobre TTIP e confirma aumento das despesas militares

MICHAEL REYNOLDS/ EPA

Merkel assegurou que o Presidente norte-americano se comprometeu “pessoalmente” com os acordos assinados em Minsk, destinados a garantir uma solução para o conflito armado na Ucrânia

A chanceler alemã Angela Merkel sugeriu esta sexta-feira ao Presidente norte-americano Donald Trump que considere reabrir as negociações sobre o Tratado de comércio livre (TTIP) entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos.

"Espero que possamos reabrir as conversações sobre o TTIP", disse Merkel no decurso de uma conferência de imprensa conjunta na Casa Branca, onde esta sexta-feira foi recebida pelo Presidente dos EUA.

A dirigente alemã também assegurou que "a Alemanha deve aumentar as suas despesas" na NATO. "Comprometemo-nos hoje nesse objetivo dos 2% [do PIB] até 2024", declarou.

"No ano anterior aumentámos as despesas de defesa em 8% e vamos trabalhar de novo nessa área", acrescentou a chanceler.

No decurso de uma conversa telefónica em janeiro, Trump e Merkel sublinharam a "importância fundamental da NATO".

No decurso da sua campanha para as presidenciais, Trump mostrou-se no entanto muito crítico face à Aliança Atlântica, que qualificou de "obsoleta". O chefe da Casa Branca tem regularmente repreendido os aliados por não contribuírem com a sua parte do encargo financeiro.

Merkel assegurou em paralelo que o Presidente norte-americano se comprometeu "pessoalmente" com os acordos assinados em Minsk em fevereiro de 2015, destinados a garantir uma solução para o conflito armado na Ucrânia.

Trump "comprometeu-se pessoalmente com o processo de Minsk", disse Merkel na conferência de imprensa.

Em simultâneo, a chanceler alemã considerou que a relação com a Rússia, aliada dos separatistas do leste da Ucrânia, deve ser melhorada, mas sublinhou que a prioridade deve centrar-se nos progressos relacionados com a crise ucraniana.

Os acordos alcançados em Minsk (Bielorrússia) destinam-se a terminar com o conflito armado entre o Governo de Kiev e os separatistas pró-russos, no leste da Ucrânia e sugerem a integridade territorial do país.

O acordo não conseguir pôr termo às hostilidades, na sequência de contínuas violações dos acordos de cessar-fogo.

A Casa Branca adiantou que Trump pretendia conhecer a posição da chanceler alemã sobre o papel que os EUA podem desempenhar na busca de uma solução para o conflito e a aplicação dos acordos de Minsk.