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Rutte: A Holanda “deve ser segura e estável e vai continuar a sê-lo”

YVES HERMAN/ Reuters

No discurso da vitória, o primeiro-ministro holandês sublinhou que apesar do período de campanha, chegou o tempo do país se unir e formar um Governo estável para os próximos anos

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, afirmou que a sua vitória nas eleições legislativas de esta terça-feira trava "o populismo errado" do candidato de extrema-direita, Geert Wilders.

"Após o 'Brexit' e após as eleições nos Estados Unidos, a Holanda disse 'para' ao populismo errado", afirmou o líder do Partido Popular para a Liberdade e a Democracia (VVD, de direita), dirigindo-se a apoiantes, que acompanham a noite eleitoral, em Haia.

Mark Rutte referia-se à decisão dos britânicos de sair da União Europeia e à escolha do novo Presidente norte-americano, Donald Trump.

De acordo com as primeiras sondagens à boca das urnas, o partido liberal liderado pelo primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, deverá vencer as eleições legislativas, com 31 dos 150 lugares no parlamento, remetendo o partido de extrema-direita de Geert Wilders para segundo lugar, ao lado de outras duas formações políticas - cada um, com 19 deputados eleitos.

Wilders conseguirá assim mais quatro lugares que nas eleições anteriores, e fica empatado no segundo lugar com o Apelo Democrata-Cristão e o partido Democracia D66 (centro).

"Numa campanha, é inevitável que se evidenciem as diferenças, mas agora é importante unir novamente o país e formar um Governo estável para os próximos quatro anos", disse o primeiro-ministro, na sua primeira aparição após serem conhecidos os resultados das sondagens à boca das urnas.

O líder do VVD, que se prepara para iniciar o terceiro mandato como chefe do executivo holandês, anunciou que pretende dirigir, nos próximos anos, "mais dinheiro para a defesa, para o cuidado dos idosos e para as infraestruturas".

"Isso será, para os liberais, o mais importante nos próximos anos", assegurou.

Rutte felicitou outros vencedores das eleições -- os ecologistas do GroenLinks (Esquerda Verde), que terão tido o maior crescimento, ao passar de quatro para 16 deputados, mas também os liberais pró-europeus 66 e os democratas-cristãos.

"A nossa mensagem chegou aos holandeses: a nossa terra deve ser segura e estável e vai continuar a sê-lo", defendeu.

Sobre os grandes derrotados das legislativas de esta terça-feira, os trabalhistas, que estão na atual coligação governamental, Rutte revelou que tinha falado com o líder do PvdA, Lodewijk Asscher. O partido terá passado, segundo as projeções, dos atuais 38 deputados para apenas nove.

"Estivemos durante quatro anos e meio juntos numa aventura. Desejava-lhes um resultado diferente, afirmou o primeiro-ministro sobre os sociais-democratas.

O porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert, confirmou no seu perfil na rede social Twitter que a chanceler alemã, Angela Merkel, já felicitou Rutte, numa chamada telefónica, na qual expressou a sua intenção de manter a "boa cooperação, enquanto amigos e vizinhos europeus".

Em França, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault, felicitou os holandeses por terem travado o avanço da extrema-direita.

"Temos vontade de trabalhar por uma Europa mais forte", escreveu, numa mensagem no Twitter.