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Há 300 suspeitos mas o verdadeiro alvo é Lula, diz Dilma Rousseff

Buda Mendes / Getty Images

O PGR brasileiro pediu ao Supremo Tribunal para investigar 83 pessoas no âmbito da Lava Jato. Fugas de informação para a imprensa dão como certa a inclusão de cinco ministros do Governo Temer, bem como os nomes de Lula da Silva e da ex-Presidente

Dilma Roussef considera que toda a atuação do poder judicial tem por último objetivo impedir que o ex-Presidente Lula da Silva possa recandidatar-se às eleições presidenciais de 2018. O procurador-geral da República Rodrigo Janot entregou esta terça-feira, no Supremo Tribunal Federal do Brasil, uma lista com 83 nomes e 320 pedidos de investigação no âmbito da Lava Jato. Esta é a segunda “lista de Janot”, que tem por base as denúncias feitas por 77 ex-administradores da construtora Odebrecht, conhecida como a “delação do fim do mundo”.

“O que o judiciário está a fazer é disparar contra 300 pessoas – que não são iguais e muitas delas não serão culpadas – para acertar numa: Lula da Silva”, afirma em exclusivo ao Expresso Dilma Rousseff, a chefe de Estado destituída do Brasil.

A ex-Presidente salienta que a lista de Janot inclui 83 pessoas com “foro privilegiado” – ministros, deputados, senadores ou magistrados. “Houve uma fuga de informação seletiva com o nome de cinco ministros e algumas suspeitas. Há dois nomes que não sabe porquê”, afirmou Dilma Rousseff referindo-se ao ex-Presidente Lula da Silva e a si própria.

“É muito grave, porque uma pessoa tem o seu nome divulgado na lista do PGR mas não se pode defender porque não sabe do que é acusada”, afirma, salientando que é uma característica do processo Lava Jato.

De acordo com as fugas de informação, não desmentidas, a lista de Janot inclui os nomes dos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Presidência, Moreira Franco, das Comunicações, Gilberto Kassab e das Cidades, Bruno Araújo.

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