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Ao minuto: a noite em que Rutte venceu as eleições, Wilders e a extrema-direita ficaram em segundo

MICHAEL KOOREN/ Reuters

Mark Rutte, primeiro-ministro holandês, segundo as projeções, deverá renovar o mandato. A extrema-direita, liderada por Geer Wilders, deve conseguir 20 deputados. A grande queda é dos trabalhistas (de 38 para 9 deputados) e a vitória da Esquerda Verde ( de 4 para 14 deputados). Qualquer solução de Governo terá de incluir, muito provavelmente, quatro ou mais partidos

Pedro Cordeiro

Pedro Cordeiro

Editor da Secção Internacional

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

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04h50 Poder ler AQUI o resumo da noite eleitoral holandesa. Damos por encerrado o acompanhamento em direto. Obrigada por ter estado desse lado.

04h45 Ponto de situação

Mark Rutte tem condições para continuar como primeiro-ministro da Holanda. O liberal conservador foi castigado nas urnas esta quarta-feira, tendo o VVD menos oito deputados do que nas últimas eleições, mas mesmo assim venceu as legislativas com distância.

Para trás ficou o populista xenófobo Geert Wilders. O PVV foi o segundo partido mais votado. O terceiro lugar é disputado pelos democratas-cristãos (CDA) e os liberais progressistas (D66).

A grande queda da noite foram os trabalhistas (PvdA), que passaram de 38 para 9 deputados. A surpresa foi a Esquerda Verde (GL), que conseguiu passar de quatro para 14 deputados.

Abre-se, agora, um período de conversações para formar um Governo. Qualquer solução governativa terá incluir, muito provavelmente, quatro ou mais partidos, uma vez que nenhum partido conseguiu eleger 76 deputados (o mínimo necessário para ter a maioria parlamentar).

04h35 Quase nove horas horas após o fecho das urnas, os votos ainda não estão todos contados. A esta hora ainda falta saber as escolhas de cerca de 5% dos holandeses. No entanto, os números agora conhecidos pouco se devem alterar dos finais. Tal como já se vinha a consolidar ao longo da noite, o VVD de Mark Rutte vence as eleições legislativas na Holanda. Aqui estão os resultados finais:

VVD - 33
PVV - 20
CDA - 19
D66 - 19
SP - 14
GL - 14
PvdA - 9
CU - 5
PvdD - 5
50+ - 4
SGP - 3
Denk - 3
FvD - 2

03h25 Já estão contados mais de 93% dos votos.

01h46 No discurso da vitória, o primeiro-ministro holandês sublinhou que apesar do período de campanha, chegou o tempo do país se unir e formar um Governo estável para os próximos anos. Leia mais AQUI.

YVES HERMAN/ Reuters

01h44 O líder do partido de extrema-direita não admitiu a derrota na noite eleitoral e garantiu estar pronto para integrar o novo Governo da Holanda. “Gostaria de governar com o PVV, se isso for possível”, disse no discurso,

REMKO DE WAAL/ EPA

01h34 A contagem dos votos está a aproximar-se do fim. Com 75% já contados, o VVD de Rutte consolida a liderança com mais de 21%, o que corresponde a 32 deputados.

01h16 “Os valores da abertura, respeito pelo próximo e fé no futuro da Europa são a única resposta aos impulsos nacionalistas e ao isolamento que estão a fazer o mundo tremer”, comentou François Hollande, Presidente francês, após a vitória de Rutte.

00h50 A contagem dos votos já vai a meio. Não há previsão de quando poderá terminar. A situação é a seguinte (percentagem apurada até ao momento e projeção de deputados):

Participação eleitoral: 78,9%

VVD 20,3% (32)
CDA12,3% (19)
PVV 12,7% (19)
D66 12,1% (19)
GL 9,4% (15)
SP 8,9% (14)
PvdA 6,0% (9)
CU 3,7% (6)
PvdD 3,3% (5)
50+ 3,0% (4)
DENK 2,5% (3)
SGP 2,2% (3)
FvD 1,7% (2)

00h37 Wilders deixou o local onde estava a acompanhar os resultados.

00h22 Geert Wilders não reconhece a derrota, apesar de ter ficado bem aquém das sondagens. “Estamos entre os vencedores”, clama o líder populista, cujo PVV terá ganho três a quatro deputados. Garante estar disposto a participar em coligações de Governo, mas os demais partidos já disseram que excluem qualquer colaboração com a extrema-direita.

00h14 Já estão contados 36% dos votos. De relembrar que os votos são contados à mão por receio de possível ingerência cibernética russa.

23h52 Com 20% dos votos escrutinados, o VVD anda pelos 22%, sendo indiscutivelmente o partido mais votado (embora seja, também, o vencedor menos votado desde há décadas). Em liça pelo segundo lugar estão os populistas de Wilders (PVV, 12,9%), os democratas-cristãos (CDA, 12,4%) e os liberais progressistas (D66, 11,7%).

23h42 De Volkskrant tem um “fazedor de coligações” online com comentários sobre a experiência de colaboração entre cada combinação de forças políticas. Está aqui. É em holandês mas dá para explorar.

23h26 Neste momento estão contados cerca de 10% dos votos e a imprensa holandesa reviu a projeção de deputados, embora frise que é tudo provisório. No sítio do diário De Volksrant é possível seguir a contagem em tempo real, com projeção permanentemente atualizada.

Vejamos o panorama:

VVD: 33 (tinha 41)
PvdA: 9 (tinha 38)
PVV: 18 (tinha 15)
CDA: 25 (tinha 13)
D66: 18 (tinha 12)
SP: 13 (tinha 15)
CU: 6 (tinha 5)
GL: 13 (tinha 4)
SGP: 3 (tinha 3)
PvdD: 5 (tinha 2)
50plus: 4 (tinha 2)
FVD: 2 (estreia)
Denk: 1 (estreia)

Se o Parlamento ficasse assim, o VVD de Rutte (direita liberal) podia fazer uma aliança de Governo com os democratas-cristãos (CDA) e os liberais progressistas (D66).

23h20 “Aqui estamos muito felizes pela Esquerda Verde! Estamos a celebrar mais 12 lugares”, diz ao Expresso Liesbeth Boom, que está em Melkweg, uma sala de concertos e centro de cultura em Amesterdão.

Imagem cedida por Liesbeth Boom

23h16 Jean-Claude Juncker aplaudiu a escolha dos eleitores holandeses “contra os extremistas”. O presidente da Comissão Europeia “falou com Mark Rutte e felicitou-o pela sua clara vitória: um voto pela Europa, um voto contra os extremistas”, informou, Margaritis Schinas, porta-voz do presidente do executivo europeu.

23h14 O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, afirmou que a sua vitória nas eleições legislativas trava “o populismo errado” do candidato de extrema-direita, Geert Wilders.

“Após o Brexit e após as eleições nos Estados Unidos, a Holanda disse pára ao populismo errado”, afirmou o líder do Partido Popular para a Liberdade e a Democracia (VVD), dirigindo-se a apoiantes, que acompanham a noite eleitoral, na cidade holandesa de Haia.

De acordo com as projeções, o partido liberal liderado pelo primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, deverá vencer as eleições legislativas, com 31 dos 150 lugares no parlamento, remetendo o partido de extrema-direita de Geert Wilders para segundo lugar, ao lado de outras duas formações políticas - cada um, com 19 deputados eleitos.

23h06 Em Amesterdão, a Esquerda Verde foi o partido mais votado.

22h55 Anis Raiss, 30 anos, não votou. Se o tivesse feito, a escolha seria o DENK (Pensar, em holandês). O partido foi criado em 2015 por Tunahan Kuzu e Selçuk Öztürk, dois deputados nascidos na Turquia que foram expulsos do trabalhista PvdA por se recusarem a apoiar a política de integração. Apresentou-se nestas eleições como “a única verdadeira resposta” ao discurso do Partido para a Liberdade (PVV) de Wilders.

“Mudam as moscas, mas a porcaria é a mesma. O PVV vai fazer uma oposição cerrada e esperar que a Frente Nacional ganhe em França para que isso, de alguma forma, influencie os resultados nas próximas eleições na Holanda e lhe dê votos”, comenta ao Expresso.

Anis Raiss, filho de imigrantes marroquinos (3ª geração), nasceu e vive em Amesterdão.

22h47 França e Alemanha já felicitaram Mark Rutte pela vitória, embora os resultados ainda não sejam oficiais. “Mal posso esperar por trabalhar como amigos, vizinhos e europeus”, disse Angela Merkel ao primeiro-ministro holandês, segundo o porta-voz da Chanceler.

De França, os cumprimentos chegam pelo Twitter através do ministro dos Negócios Estrangeiros (“Parabéns aos holandeses que pararam a ascensão da extrema-direita. Vontade para trabalhar por uma Europa mais forte”).

22h38 Consolação para Wilders: segundo o canal RTV Rijnmond, o seu PVV (extrema-direita xenófoba) terá sido o mais votado em Roterdão. Recordemos que até agora trabalhamos com projeções, não havendo resultados oficiais que permitam tirar conclusões nacionais.

22h37 Mark Rutte, que com toda a probabilidade continuará primeiro-ministro, reagiu às projeções dizendo que “a Holanda disse ‘basta’ ao populismo errado”. O seu VVD, que nunca fora o mais votado antes de ele o encabeçar, vence eleições pela terceira vez consecutiva. “Vamos manter o rumo e manter o país seguro e estável”, prometeu. Feliz com a grande afluência às urnas, considera as legislativas “um festival da democracia”. Rutte foi muito aplaudido ao entrar na sala onde os seus adeptos estavam reunidos. Nas colunas soava “Uptown Funk” de Bruno Mars, a canção preferida do chefe do Executivo.

22h31 O líder do partido de esquerda liberal D66, Alexander Pechtold, diz estar a viver uma “noite fantástica”. Regozija-se por chefiar a “maior força progressista” holandesa.

22h22 Duas más notícias para Geert Wilders... não só é a terceira vez consecutiva em que o seu PVV fica aquém do que as sondagens lhe atribuíam como o líder populista e xenófobo poderá ter de conviver, no hemiciclo, com até nove deputados holandeses de origem turca, segundo os cálculos do diário espanhol “El País”.

22h15 “Podemos estar aliviados por o PVV não ter ganho, mas não estou certo se devemos estar contentes com o resultado. Não confio nem nos liberais nem nos cristãos. Não confio nas suas escolhas: não investem em recursos para o ambiente, energia sustentável, saúde, cultura, educação. Não há oportunidades justas para ninguém. A Esquerda Verde é a única força progressiva da esquerda”, comenta Thomas Voorter, que vive em Amesterdão.

22h10 Eis um dado que agradará a quem se preocupa com o planeta: os partidos holandeses cujos programas mais se focam no combate às alterações climáticas — União Cristã, D66 (liberal progressista), Esquerda Verde (GL) e Partido dos Animais (PvdD) — duplicaram a sua representação, totalizando 46 em vez de 23 no novo Parlamento.

22h02 O testemunho de uma jovem holandesa que votou à esquerda

Lana Jegen tem 26 anos e é holandesa. Nasceu em Nimega, no leste da Holanda e há dois anos e meio que vive em Amesterdão, onde está a fazer o mestrado em psicologia clínica. Votou no partido ecologista Esquerda Verde, que já é apontado como o vencedor da noite eleitora, tendo conseguido quadruplicar o número de deputados.

“Estava com receio que Geert Wilders ganhasse, mas mesmo que ganhasse (supostamente) nenhum partido ia trabalhar com ele. Acho que não iria conseguir chegar onde quer seja”, diz em declarações ao Expresso. “As pessoas que conheço são contra o Wilders, mas a maioria votou um bocado mais à direita do que eu. Uns votaram no VVD só mesmo para ser contra o Wilders e, provavelmente, mais holandeses fizeram o mesmo”, acrescenta.

Lana Jegen explica que “por um lado, o seu voto foi estratégico”, porque queria que os partidos “mais à esquerda” também estivessem representados no Governo. “Por outro lado, agrada-me que o líder seja jovem. Concordo com várias coisas que o partido defende, nomeadamente a aposta na melhoria do Sistema de saúde”, justifica.

Porque Wilders não teve tantos votos como se esperava? “Depois do debate de segunda-feira baixou nas sondagens, por isso provavelmente teve a ver com isso. Ou então quando chegou a hora de votar, as pessoas sentiram-se mais seguras a votar no que já conheciam (VVD) em vez de mudarem (PVV)”.

21h51 “Esperava mais? Sim. Estou orgulhosa do que fizemos? Sim. Estes são tempos muito instáveis e podemos estar orgulhosos de ser um partido estável” disse Emile Roemer, líder dos socialistas radicais (SP), citado pelo jornal “The Guardian”. O SP perdeu, segundo as projeções, apenas um deputado, passando de 15 para 14.

21h43 Os ambientalistas da Esquerda Verde parecem ser um dos vencedores da noite. Segundo as projeções, conseguiram quadruplicar o número de deputados. No Twitter, fizeram uma pequena celebração

“Nunca tivemos resultados tão bons – quadruplicámos os nossos lugares – e estou incrivelmente orgulhosa do partido e de todas pessoas que votaram e participaram na campanha”, disse Kathalijne Buitenweg, eurodeputada da Esquerda Verde.

21h39 Lodewijk Asscher, líder dos trabalhistas (PvdA), considerou esta noite como “amarga”. Segundo as projeções, é o partido que terá maior redução de deputados no Parlamento (de 38 para 9)

21h10 O holandês Piet-Hein Bakker vive em Portugal há mais de 20 anos. Esta quarta-feira no Expresso Diário dizia que “Não é bom que nos quartos-de-final ganhe logo a extrema-direita”, referindo-se à eleição desta noite. Pode ler o depoimento AQUI.

Por várias vezes, as eleições na Holanda têm sido comparadas como os quartos-de-final da batalha “para tentar travar a vitória do mau populismo”, sendo as eleições em França consideradas a meia-final e as da Alemanha a final.

21h05 Geert Wilders, após as projeções, recorreu ao Twitter para comentar.“Conseguimos assentos parlamentares! Essa é a primeira vitória! Não é a última vez que Rutte vai ouvir falar de mim”.

20h57 Joana Rita, 30 anos, vive em Eindhoven desde julho. É de Lisboa. Foi na estação de comboios que se deparou com as mesas de voto. “Não notei nada de diferente. Está tudo super tranquilo. Parecia um dia normal”, descreveu ao Expresso.

Foto cedida por Joana Rita

20h53 A participação eleitoral terá sido de 82%, a mais alta em 31 anos, segundo o instituto IPSOS. Em Portugal seria preciso recuar a 5 de outubro de 1980 (vitória de Sá Carneiro) para obter uma afluência semelhante.

20h50 As novas projeções continuam a apontar para a vitória de Rutte

20h48 A confirmarem-se as projeções, a imprensa terá de refletir sobre o protagonismo que deu ao demagogo Wilders (PVV). Afinal, são bem mais impressionantes os prognósticos para o verde Jesse Klaver, os liberais progressistas D66, de Alexander Pechtold, ou os democratas-cristãos CDA, de Sybrand Buma. Nomes que, de resto, serão bem mais importantes para formar o próximo Governo, dado o “cordão sanitário” que as várias forças políticas prometeram formar para excluir o PVV do poder.

20h41 A queda dos trabalhistas (de 38 para 9 deputados) será recorde na democracia holandesa. Passa de segundo a sétimo e deixa de liderar a esquerda, ultrapassado pelos liberais progressistas (D66, 19) verdes (GL, 16) e socialistas radicais (SP, 14). O PvdA terá sido mais um marco da crise da social-democracia europeia. Também os seus homólogos britânico (Labour), espanhol (PSOE), francês (PS) e austríaco (SPÖ), por exemplo, têm tido maus resultados e previsões ou atravessado crises de liderança.

20h29 VVD (liberal conservador), PvdA (trabalhista), CDA (democrata-cristão) e D66 (liberal progressista) somam 78 deputados. Eis uma possível maioria de Governo só com partidos convencionais. Ainda assim, com diversidade ideológica que baste para dar trabalho aos negociadores.

20h26 Que Governo vai ter a Holanda? A crer na projeção, e tendo todos os partidos relevantes descartado alianças com o PVV de Wilders, as vias para chegar aos 76 deputados são complexas. E não parece haver coligação de esquerda ou de direita viável nem combinação de menos de quatro partidos que garanta a estabilidade. E essa será, é claro, relativa ao depender de tantas patas...

20h18 Castigados que terão sido os partidos do poder, é notável a diferença de alcance dessa punição. O liberal-conservador VVD perde um quarto da bancada mas permanece o mais votado (sempre de acordo com as projeções). O trabalhista PvdA é dizimado. Explicações possíveis? Crise da social-democracia europeia; tradição de castigo ao parceiro mais pequeno da coligação de Governo; resiliência do primeiro-ministro Rutte (VVD) por ter adotado parte do discurso anti-imigração de Wilders; reforço do líder do Executivo por ter assumido posição dura face aos insultos do Presidente turco.

20h12 A típica frase “se as projeções se confirmarem” é para levar a sério. Lembrem-se do choque de muitos a 23 de junho (Brexit) e 9 de novembro (Trump) do ano passado!

20h09 Se as previsões abaixo se confirmarem, os partidos do Governo terão perdido mais de metade da sua representação parlamentar, tendência que se tem observado em atos eleitorais em todo o continente. A surpresa é quão pouco o populista Wilders consegue capitalizar esse descontentamento. Os votos perdidos por trabalhistas (PvdA) e liberais-conservadores (VVD) são distribuídos não só pelo PVV (que só aumentaria em quatro lugares a sua bancada) como pelos democratas-cristãos (CDA, fora do poder há sete anos, mais do que triplicam os deputados), verdes (GL, quadruplicam), liberais progressistas (D66)... ao todo haveria 13 partidos no Parlamento.

20h05 Já temos a primeira projeção da comunicação social holandesa. E não é nada simpática para a extrema-direita. O partido mais votado é o do primeiro-ministro Rutte, com 31 deputados previstos. Frise-se que ainda não estamos perante votos contados.

O especialista Cas Mudde, estudioso dos extremismos na Europa e professor da Universidade da Geórgia, considera que na Holanda elas costumam acertar. Aqui vai a putativa distribuição de deputados:

VVD 31 (perde 10)
PvdA 9 (perde 29)
PVV 19 (ganha 4)
SP 14 (perde 1)
CDA 19 (ganha 6)
D66 19 (ganha 7)
CU 6 (ganha 1)
GL 16 (ganha 12)
SGP 3 (não varia)
PvdD 5 (ganha 3)
50+ 4 (ganha 2)

Entram no hemiciclo dois novos partidos
Denk (dirigido aos imigrantes) 3
FvD (direita populista) 2

20h02 J. Rentes de Carvalho, um português que vive há décadas na Holanda, explica na primeira pessoa as razões pelas quais vota à direita: “Votar pela primeira vez na direita é a única maneira que tenho de demonstrar a minha insatisfação”. Pode ler toda a explicação AQUI

20h00 As urnas fecharam

19h55 Além do demagogo Wilders, as sondagens auguram subidas para os verdes (GL, de Jesse Klaver, a quem chamam Jessiah por trocadilho com Messiah, poderão ter 14 a 20 assentos) e para os democratas-cristãos (17 a 23 lugares para o CDA do antigo primeiro-ministro Jean-Peter Balkenende, agora liderado por Sybrand van Haersma Buma)

19h47 A atual composição do Parlamento é a seguinte

Governo
VVD (liberal-conservador) 40 deputados
PvdA (trabalhista) 35 deputados

Oposição
Partido Socialista (esquerda radical) 15 deputados
CDA (democrata-cristão) 13 deputados
PVV (extrema-direita)12 deputados
D66 (liberal progressista) 12 deputados
CU (social-cristão) 5 deputados
GL (esquerda verde) 4 deputados
SGP (direita cristã) 3 deputados
PvdD (defesa dos animais) 2 deputados
50PLUS (reformados) 1 deputado

19h44 Na ilha de Schiermonnikoog, no mar de Wadden (mesmo a norte da Holanda continental) a participação eleitoral atingiu os… 105%! Calma, não se trata de gralha nem fraude. É que a ilha é um destino turístico popular e na Holanda é possível votar num local que não o de residência.

19h42 A participação eleitoral na Holanda é, por norma, bastante alta (suficientemente para fazer corar o eleitorado português). Nas últimas legislativas, em 2012, votaram 65% dos eleitores. Em 2006 foram 75%. Este ano prevê-se afluência alta, na ordem dos 73%. Até às 17h45 já tinham votado 55% dos 13 milhões de inscritos, mais 7% do que há cinco anos. Nalgumas assembleias de voto mandou-se mesmo imprimir boletins extra, informa o jornal anglófono holandês “Dutch News”.

19h38 A liderar as sondagens, taco a taco com o PVV de Wilders, tem estado o VVD (Partido Popular da Liberdade e da Democracia). É a força política liberal-conservadora do primeiro-ministro Mark Rutte, no poder desde 2010. Quer o VVD quer o seu parceiro de Governo atual, o trabalhista PvdA, deverão sofrer perdas de votos esta noite. Hoje têm, respetivamente, 41 e 31 deputados. Mas o VVD deve cair para 24 a 29 e o PvdA para 9 a 13, segundo as sondagens da última semana. Já o PVV terá 16 a 24, dizem os mesmos estudos.

19h36 Os candidatos:

Getty images

19h35 Falou-se muito, durante a campanha, no líder populista Geert Wilders. Chefe do Partido da Liberdade (PVV, extrema-direita), destacou-se pelo discurso anti-muçulmanos. Quer proibir o Corão, fechar todas as mesquitas do país e deportar os islâmicos que cometam crimes. Na linha de dirigentes políticos europeus como Marine Le Pen (Frente Nacional, França) ou Frauke Petry (Alternativa para a Alemanha), sente-se reforçado pela vitória eurocética no referendo do ano passado no Reino Unido e pela ascensão de Donald Trump à Casa Branca.

19h31 Seja qual for o resultado, formar Governo não vai ser fácil. Concorrem às eleições 28 partidos e admite-se que até 12 possam conseguir deputados. O Parlamento será, pois, bastante fragmentado. A quebra de votos nos partidos atualmente no poder e a sua dispersão por outras forças pode gerar uma situação em que sejam necessários quatro ou mais partidos para formar uma aliança maioritária (76 deputados). Isto deve-se a um sistema eleitoral fortemente proporcional: os 150 representantes do povo são eleitos num único círculo nacional, sem que haja um limiar mínimo para obter assentos no hemiciclo. Logo, bastam 0,67% dos sufrágios para garantir a eleição de um deputado.

19h30 Falta meia hora para as urnas fecharem na Holanda. Os cerca de 13 milhões de eleitores eleitores vão escolher 150 deputados e será a composição do Parlamento a definir o próximo Governo do país. O Expresso vai acompanhar em direto as proje oções e a contagem dos votos, para tentar explicar-lhe o mais cedo possível como será o futuro de um dos países fundadores da União Europeia.