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Internacional

Malásia decide embalsamar corpo do meio-irmão de Kim Jong-un

JUNG YEON-JEAFP/GETTY

O meio-irmão do líder da Coreia do Norte vivia em Macau, sob a proteção do governo chinês, com a mulher e filhos, mas estes ainda não apareceram

Luís M. Faria

Jornalista

O corpo de Kim Jong Nam, assassinado a 13 de fevereiro no aeroporto de Kuala Lumpur, vai ser embalsamado. O governo da Malásia anunciou que o fará para garantir que se conserva em bom estado até ser reclamado pela família, a qual até agora não apareceu nem fez nenhuma declaração pública, alegadamente por razões de segurança.

Meio-irmão do atual líder da Coreia do Norte, Kim Jong Nam encontrava-se na zona do check-in do aeroporto quando foi atacado por duas mulheres que lhe puseram na cara um pano contendo VX, um agente químico extremamente tóxico. Morreu 20 minutos depois, no meio de dores extremas, quando o levavam para o hospital.

Nam, que vivia em Macau com a sua mulher e os filhos sob a proteção do governo chinês, já antes fora alvo de tentativas de assassínio. Consta que o meio-irmão e Presidente Kim Jong-un o via como um potencial rival, tanto mais perigoso quanto mantinha boas relações com Pequim e era uma personalidade cosmopolita, falando várias línguas.

Pouco tempo após o crime, a Malásia prendeu as duas presumíveis autoras, uma indonésia e uma vietnamita. Outras oito pessoas foram identificadas como suspeitas de cumplicidade, quatro das quais terão deixado o país. As outras três estarão refugiadas dentro da embaixada da Coreia do Norte, o que levou a Malásia a proibir a saída de todos os cidadãos desse país. Pyongyang retaliou fazendo o mesmo em relação aos nove malaios que se encontram na Coreia do Norte.

Até ests episódio os dois países tinham boas relações, ao ponto de nenhum deles exigir vistos aos cidadãos do outro. Com a guerra diplomática a escalar, Pyongyang põe em causa o resultado da autópsia e exige a entrega do cadáver de Kim Jong Nam, um pedido recusado pela Malásia.