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“Uma coisa é ter alguém no Twitter a dizer que não pertenço aos EUA, outra é ter o porta-voz da Casa Branca a dizer o mesmo”

KEVIN LAMARQUE/ reuters

Shree Chauhan, uma norte-americana com descendência indiana, encontrou Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca, numa loja. Fez várias questões seguidas relacionadas com a nova administração e com a alegada ligação entre Trump e Putin

Enquanto fazia compras num centro comercial, Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca, foi confrontado por uma mulher. “Como é trabalhar para um fascista?”, “Ajudou a Rússia? Também é um criminoso?”, “Tal como o Presidente, cometeu traição?”. Todas estas foram questões colocadas por Shree Chauhan, uma ativista de 33 anos, ao responsável pela comunicação da administração de Donald Trump.

Spicer pareceu ignorar as perguntas. Agradeceu pelo menos duas vezes. Após várias questões, disse: “um grande país que lhe permite estar cá”.

Shree Chauhan tem descendência indiana, mas já nasceu nos Estados Unidos da América. O comentário do porta-voz foi interpretado como uma referência ao tom de pele da ativista e uma ameaça.

“Uma coisa é ter alguém no Twitter a dizer que não pertenço aos Estados Unidos, outra, um bocadinho diferente, é ter o porta-voz da Casa Branca a dizer o mesmo. Continuo espantada. Sou destemida, questiono-me como esta administração usa o poder para silenciar pessoas normais como eu”, escreveu Shree Chauhan, esta segunda-feira, num post no Medium.

Tudo aconteceu no fim de semana. Enquanto confrontava Spicer, a ativista tinha o telemóvel em punho e transmitia pelo Periscope o que se estava a passar. Mais tarde, partilhou também no Twitter. Da parte da Casa Branca, não há comentários.

Em declarações à “Time”, Shree Chauhan assegurou que não está arrependida, apesar de ter recebidos inúmeras criticais e até ameaças de morte pelas redes sociais. Sabe que “não foi correta”, mas quando encontrou Spicer diz que viu naquele momento a oportunidade que não voltaria a ter.