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Expresso

Internacional

UE pede à Turquia que pare com declarações excessivas e apela ao diálogo

A Comissão Europeia adianta que está nas mãos de cada Estado-membro decidir se aprova ou não ações de campanha de países terceiros nos seus territórios

Bruxelas reage à guerra de palavras entre Ancara e vários responsáveis europeus, na sequência dos comícios políticos turcos que não foram autorizados na Alemanha e na Holanda. "A UE pede à Turquia que se abstenha de fazer declarações e tomar ações excessivas que podem levar a um escalar da situação", disse esta segunda-feira em Bruxelas um porta-voz da Comissão Europeia.

Margaritis Schinas leu aos jornalistas um comunicado, sublinhando que é preciso "encontrar formas de acalmar a situação" e apelando ao diálogo.

Este domingo, o Presidente turco comparou a Holanda a uma "República das Bananas", e ameaçou o país com sanções depois de a ministra turca dos Assuntos Familiares ter sido impedida de participar num comício em Roterdão e escoltada de volta à fronteira com a Alemanha. Antes, Recep Erdogan tinha já acusado a Holanda e a Alemanha de terem um comportamento "nazi" e "fascista".

"Os problemas podem apenas ser resolvidos através de canais abertos e diretos de comunicação", responde agora a Comissão Europeia, que "disponibiliza os seus serviços" a bem das relações entre a UE e a Turquia.

Questionado sobre a decisão das autoridades holandesas de impedir que ministros de Ancara participem em comícios sobre o referendo turco que poderá alargar os poderes do presidente Erdogan, Bruxelas lembra que a liberdade de expressão é um valor europeu, mas que a autorização de ações de campanha é responsabilidade de cada Estado-membro "tendo em conta o direito internacional e as leis de cada país", e também questões de ordem pública.

Durante o fim de semana, também o Presidente Jean-Claude Juncker a Alta Representante da UE para a política externa, Federica Mogheirini, falaram com responsáveis turcos.