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Senador John McCain exorta Trump a mostrar provas das acusações contra Obama

GETTY

McCain foi o candidato dos Republicanos à Casa Branca em 2008, quando perdeu para o democrata Barack Obama, eleito na altura para o seu primeiro mandato

O senador republicano John McCain considerou este domingo que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem que apresentar provas das acusações que fez ao seu antecessor, Barack Obama, sobre uma alegada escuta telefónica, caso contrário deve pedir desculpa.

"O presidente Trump tem de apresentar ao povo norte-americano, não apenas à comunidade dos serviços secretos, mas sim ao povo americano, provas de que o seu antecessor, o presidente dos Estados Unidos, foi culpado de violar a lei", disse numa entrevista à cadeia de televisão CNN.

E acrescentou: "Não tenho nenhuma razão para crer que a acusação é verdadeira, mas também acredito que o presidente dos Estados Unidos poderia clarificar isto num minuto", disse McCain, que foi o candidato dos Republicanos à Casa Branca em 2008, quando perdeu para o democrata Barack Obama, eleito na altura para o seu primeiro mandato. Aliás, para McCain é simples, Trump só teria de chamar os serviços de espionagem e dar-lhes as provas que o levaram a fazer estas acusações.

No passado fim-de-semana, Trump acusou Obama de ter colocado sob escuta as linhas telefónicas da Torre Trump mesmo antes das eleições presidenciais de novembro, mas não apresentou qualquer prova que sustentasse as suas afirmações.

Obama negou que ele próprio ou qualquer outro funcionário da Casa Branca tenha ordenado a vigilância a Trump.

O Presidente Donald Trump pediu no domingo ao Congresso norte-americano para investigar eventuais escutas de que tenha sido alvo por ordem do seu antecessor antes das eleições, no âmbito do caso de alegada interferência por parte da Rússia, e determinar se o governo de Barack Obama abusou dos seus poderes.

Os ataques contra Barack Obama surgem numa altura em que a administração de Trump está envolvida em polémica acerca de contactos durante a campanha e o período de transição entre responsáveis russos e alguns dos seus assessores e conselheiros, incluindo o secretário da Justiça, Jeff Sessions.