Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Malásia em conversações com Coreia do Norte para resgatar reféns

Primeiro-ministro malaio confirma que os dois governos estão em conversações para tentarem resolver o diferendo

MOHD RASFAN/GETTY

O primeiro-ministro malaio confirma que os dois governos estão em negociações para tentarem resolver o diferendo, que espera ver ultrapassado em breve

Em clima de tensão desde o homicídio de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano, a Coreia do Norte e a Malásia responderam na mesma moeda, proibindo os cidadãos do outro país de saírem dos seus territórios.

Esta segunda-feira, o vice primeiro-ministro da Malásia Ahmad Zahid Hamid afirmou que estão a decorrer negociações para a libertação de nove cidadãos bloqueados na Coreia do Norte. “A nossa principal prioridade é a segurança dos nove malaios que estão em Pyongyang”, declarou o governante em conferência de imprensa, sublinhando que os cidadãos estão a ser mantidos como “reféns” em território norte-coreano.

O primeiro-ministro malaio Najib Razak também referiu que os dois governos estão em conversações para tentarem resolver o diferendo, que espera ver ultrapassado em breve. Respondendo aos receios dos cidadãos, o ministro da Defesa malaio Hishammuddin Hussein disse por sua vez no Parlamento que por mais que as relações entre os dois países estejam tensas, não será provável que isso conduza a uma “guerra”.

A medida surgiu depois de o regime de Pyongyang ter declarado o embaixador da Malásia na Coreia do Norte persona non grata, como retaliação pela expulsão do embaixador malaio em Kuala Lumpur após críticas à investigação ao assassinato de Kim Jong-nam.

Neste momento, há oito suspeitos de envolvimento no crime: quatro deles já foram detidos e ouvidos pela polícia: uma mulher de nacionalidade vietnamita, uma mulher indonésia, um homem malaio e um norte-coreano.

O líder norte-coreano Kim Jong-un exige que o corpo do seu meio-irmão seja enviado para a Coreia do Norte, mas Kuala Lumpur garante que o cadáver só será entregue à família após ter sido apurada a causa da morte.

A Coreia do Sul e os EUA acreditam que o regime de Pyongyang é que será responsável pela morte do meio-irmão do líder norte-coreano, assassinado a 13 de fevereiro por duas mulheres que lançaram uma substância tóxica para o rosto de Kim Jong-nam«, no aeroporto de Kuala Lumpur.