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Descoberta estátua gigante de faraó submersa num bairro de lata

KHALED ELFIQI/EPA

Na passada terça-feira eles chamaram-me para anunciar a grande descoberta de um colosso, muito provavelmente de Ramsés II

Arqueólogos do Egito e da Alemanha descobriram uma estátua de oito metros, que pensam ser do faraó Ramsés II, submersa junto às ruínas do seu templo na cidade ancestral de Heliopolis, na zona de um bairro de lata a leste da atual cidade do Cairo.

O ministro das Antiguidades, Khaled al-Anani, disse ser uma das mais importantes descobertas de sempre. “Na passada terça-feira eles chamaram-me para anunciar a grande descoberta de um colosso, muito provavelmente de Ramsés II, feito de quartzito”, afirmou o governante na quinta-feira ao apresentar o achado aos jornalistas.

“Nós descobrimos o busto da estátua e a parte inferior da cabeça e agora nós removemos a cabeça e encontrámos a coroa e a orelha direita, juntamente com um pedaço do olho direito”, referiu Anani.

A equipa descobriu depois também o torso da estátua e ainda a parte superior de uma estátua do faraó Seti II, neto de Ramsés II, com oitenta centímetros de comprimento.

Ramsés II, também conhecido como "Ramsés, o Grande", foi o terceiro da 19ª dinastia do Egito, tendo governado entre 1279 e 1213 antes de Cristo.

O templo de Ramsés II foi um dos maiores do Egito, com quase o dobro da dimensão do Luxor Karnak, mas foi destruído durante o período greco-romano.

Os especialistas esperam agora conseguir recuperar as restantes partes de ambas as estátuas e restaurá-las, pretendendo colocar depois a estátua de Ramsés II na entrada do Grande Museu do Egito, cuja abertura está prevista para 2018.