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Pedófilo faz-se passar por Justin Bieber e engana 157 vítimas

“O facto de tantas crianças poderem ter acreditado que estavam a comunicar com esta celebridade específica realça a necessidade de repensarmos seriamente a forma como a nossa sociedade educa as nossas crianças relativamente à segurança na internet”, refere um comunicado da polícia australiana

Um homem de 42 anos que se terá feito passar na internet por Justin Bieber foi acusado de 931 crimes, entre os quais três de violação, que envolvem 157 vítimas de diversos pontos do mundo, anunciou esta quinta-feira a polícia australiana.

Gordon Douglas Chalmers, professor de Direito da Universidade de Tecnologia de Queensland, em Brisbane, terá usado múltiplas plataformas online, entre as quais o Facebook e o Skype, para comunicar com as crianças.

O suspeito já era alvo de acusações, em Queensland, Austrália, por possuir material exploratório e de sedução de crianças, mas as 931 acusações foram acrescentadas esta semana depois de a polícia ter analisado o seu computador, as suas contas nas redes sociais e conteúdos em servidores online.

Às três acusações de violação, somam-se outras cinco por tratamento indecente a uma criança menor de 12 anos. Os factos em causa remontam a 2007.

Cinquenta vítimas eram dos Estados Unidos, cerca de 20 do Reino Unido e outras seis da Austrália.

A investigação envolveu a polícia alemã e os serviços de segurança nacional dos Estados Unidos. Em comunicado, o inspetor Jon Rouse qualifica as acusações como “absolutamente horrendas”, considerando que o caso deve alertar os jovens fãs e os pais para estarem vigilantes relativamente aos perigos da internet: “O facto de tantas crianças poderem ter acreditado que estavam a comunicar com esta celebridade específica realça a necessidade de repensarmos seriamente a forma como a nossa sociedade educa as nossas crianças relativamente à segurança na Internet”.

Chalmers será presente a tribunal em Brisbane a 6 de abril.