Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Contra o novo decreto anti-imigração de Trump, Havai processa governo dos EUA

Getty Images

É o primeiro estado norte-americano a recorrer à justiça para tentar travar a entrada em vigor do diploma, sob o argumento de que a medida prejudicará a sua população muçulmana, afetando também o turismo e a situação dos estudantes estrangeiros

O Havai vai recorrer à justiça para tentar travar a entrada em vigor do novo decreto anti-imigração de Donald Trump. Torna-se assim o primeiro dos 50 estados norte-americanos a fazê-lo, sob o argumento de que a medida prejudicará a sua população muçulmana, afetando também o turismo e a situação dos estudantes estrangeiros.

O processo contra o governo dos EUA deu entrada no tribunal federal em Honolulu, esta quarta-feira.

“O Havai é especial porque nunca a sua história e a sua constituição foram discriminatórias”, afirmou o procurador-geral Douglas Chin. “Vinte por cento da população nasceu no exterior, 100.000 são não-cidadãos e 20% da sua força de trabalho é constituída por pessoas nascidas no estrangeiro”, acrescentou.

De acordo com a nova versão do polémico decreto, assinada esta semana por Donald Trump, o Iraque foi retirado da lista dos países visados, passando agora a ser impedida nos Estados Unidos a entrada de cidadãos de seis países de maioria muçulmana: Irão, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen.

A nova ordem executiva, que entra em vigor em 16 de março, fecha também temporariamente o programa de refugiados dos EUA, ainda que não se aplique aos viajantes que já têm vistos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos recusou, até agora, comentar a decisão do Havai.