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Conservadores dizem que o plano de Trump para destruir o “Obamacare” deveria ir mais longe

Alex Wong/GETTY

O plano, apresentado no congresso na terça-feira e que será debatido ao longo dos próximos meses, suprime a obrigação de assegurar que todos nos norte-americanos tenham acesso a um seguro de saúde

A maioria republicana apresentou terça-feira no Congresso o seu plano de reforma do sistema de saúde que pretende eliminar a obrigatoriedade de todos os cidadãos norte-americanos terem acesso a um plano de saúde, instituída pelo anterior Presidente no âmbito da reforma que ficou conhecida como “Obamacare”. Deste modo, o Estado fica descomprometido nessa matéria.

Porém, o plano, que será debatido ao longo dos próximos meses, foi alvo de críticas dentro do próprio Partido Republicano, que considera que não vai suficientemente longe na separação do Estado da indústria dos cuidados de saúde. E bastará apenas a perda de dois votos para que os republicanos já não tenham a maioria necessária para a sua aprovação no Senado.

O plano de Donald Trump mantém ainda algumas garantias, nomeadamente dos filhos poderem permanecer integrados no plano de saúde dos pais até aos 26 anos, e a garantia de que os seguros cubram as condições pré-existentes.

A proposta prevê também a criação de um crédito fiscal entre 2.000 e os 4.000 dólares por ano para ajudar os norte-americanos a pagar os prémios do seguro.

O senador republicano Mike Lee disse tratar-se “exatamente o mesmo tipo de acordo de bastidores e de processo apressado que nós acusáramos os democratas de fazerem”.

Trump ressalvou contudo que o plano está aberto a negociação, referiindo que já obtiveram apoio “de toda a gente”. Enquanto o vice-presidente considerou tratar-se apenas de um “esboço”.

Entretanto na terça-feira, diversos republicanos contestaram a suspeita lançada por Donald Trump de que Barack Obama o havia espiado durante a campanha eleitoral.

Mitch McConnell, líder da maioria republicana no Senado, disse não ter encontrado dados que fundamentassem as acusações lançadas por Trump no domingo na rede social Twitter, afirmando que o Obama havia colocado sob escuta os seus telefones na Trump Tower.