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China alerta: Coreia do Norte e Estados Unidos estão em rota de colisão

A alegria do líder norte-coreano entre os seus militares após o lançamento com sucesso do míssil Pukguksong 2

KCNA / REUTERS

Tensão crescente na região está a provocar corrida ao armamento e o abandono das estratégias diplomáticas

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês repreendeu o regime norte-coreano pelas suas ambições nucleares ao mesmo tempo que condenou a atitude provocadora dos Estados Unidos, que tem vindo a inflamar os ânimos na região.

Wang Yi denunciou abertamente em Pequim, nesta quarta-feira, o adensar de uma crise na península coreana. Disse mesmo que o assunto caminha para uma “catastrófica colisão frontal”. O chefe da Diplomacia exprimiu na nocasião fúria pelo envio norte-americano de um controverso sistema anti-míssil.

“Os dois lados estão como dois comboios em aceleração para um choque frontal e nenhum quer ceder. A questão é: estarão ambos os lados realmente preparados para uma colisão frontal?”, perguntou o ministro chinês aos repórteres presentes, ao mesmo tempo que sublinhou o papel da China como única força a tentar evitar o desastre, cita o britânico “The Guardian”.

O chefe da diplomacia chinesa apelou à Coreia do Sul para que não aceitasse instalar no seu território a base do Thaad, o sistema de defesa em altitude norte-americano, que procurou reagir aos testes norte-coreanos com mísseis balísticos. Wang argumentou que só sanções e esforços diplomáticos poderiam deter o programa nuclear de Pyongyang: “Armas nucleares não trarão segurança. O uso da força não é solução. As conversações merecem mais uma hipótese. A paz está ainda ao nosso alcance”, declarou.

“A raiva impotente da comunidade internacional perante as ações cada vez mais provocadoras de Kim Jon-un sublinha a falência da diplomacia”, lê-se num artigo de opinião publicado esta quarta-feira no diário “The Guardian”.