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Internacional

Casos de mutilação genital feminina aumentam no Reino Unido

A mutilação genital feminina é um procedimento em que os genitais de crianças ou raparigas são cortados deliberadamente por razões sociais, culturais ou relogiosas. É ilegal no Reino Unido desde 1985 e é classificado como abuso sexual infantil. Apesar do aumento da prática, não há registos de acusações ou julgamentos

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O número de casos de mutilação genital feminina, uma prática que é ilegal e foi banida há 30 anos, está a crescer no Reino Unido, avança o site de notícias Politico, que cita um relatório do Serviço Nacional de Saúde daquele país, divulgado esta terça-feira.

De acordo com esse estudo, foram contabilizados 1.268 novos casos de mutilação genital feminina entre outubro e dezembro do ano passado, mais que os 1.240 registados no trimestre anterior. No total, em 2016, foram contabilizados perto de 5.500 casos, dos quais 96% eram raparigas com 17 anos ou menos e 98% tinham já 18 ou mais.

“Os números são surpreendentes. Estão a ser feitos progressos claros na identificação da mutilação genital feminina nos espaços de saúde, mas ainda há muito para fazer nas escolas", disse a secretária de Estado sombra para a Igualdade, Lorely Burt, do partido Liberal Democrata.

Ainda assim, apesar de desde outubro de 2015 ser obrigatório que os profissionais de saúde alertem as autoridades para este caso, não há qualquer registo de pessoas julgadas ou sequer acusadas de realizar este tipo de prática.