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Hungria aprova detenção automática de candidatos a asilo

ATTILA KISBENEDEK/GETTY

Os migrantes serão mantidos em campos junto à fronteira. As Nações Unidas já manifestaram “grande preocupação” pela medidas aprovadas pelo Parlamento húngaro, frisando que violam a legislação da UE e que terão um “terrível impacto físico e psicológico” nos candidatos a asilo político

O Parlamento húngaro aprovou esta terça-feira legislação que determina que os candidatos a asilo político fiquem automaticamente detidos em campos colocados junto às fronteiras, enquanto os seus casos são analisados.

O primeiro-ministro Viktor Orban justifica a decisão como uma resposta a recentes ataques terroristas levados a cabo na Europa por migrantes, justificando que o país precisa de se proteger do grande influxo de migrantes, muitos dos quais oriundos de zonas em conflito no Médio Oriente e África, de modo a evitar tornar-se um “cavalo de Troia para o terrorismo”.

No mês passado, o chefe de gabinete de Orban indicou que o Governo estava a planear criar dois ou três campos junto à fronteira no sul. Enquanto as candidaturas estiverem em análise, os candidatos a asilo só poderão abandonar os campos se optarem por sair do país com direção à Sérvia.

A fronteira sul da Hungria marca a zona limite do espaço Schengen de livre circulação dentro da União Europeia.

As Nações Unidas já reagiram às medidas aprovadas esta terça-feira, frisando que para além de violarem a legislação da União Europeia terão um “terrível impacto físico e psicológico” nos candidatos a asilo”.

A porta-voz do Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Cécile Pouilly disse que esta medida irá condenar os candidatos, entre os quais muitas crianças, a detenções prolongadas dentro de contentores rodeados de arame farpado.