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Internacional

Google acusada de propagar notícias falsas

David Ramos/GETTY

À pergunta “Está Obama a planear um golpe?”, o sistema de respostas automáticas da Google referia: “Para além de Obama estar na cama como os comunistas chineses, pode de facto estar a planear um golpe de Estado comunista no fim do seu mandato em 2016!”

O sistema de respostas automáticas do Google está a gerar acusações de propagarem falsidades e teorias da conspiração. Depois da rede social Facebook ter sido um dos principais alvos das acusações em torno da propagação de notícias falsas na internet, que terá ajudado a campanha presidencial de Donald Trump e a sua eleição, agora é o popular motor de busca a ser atingido pelo mesmo tipo de criticas.

A informação veiculada pela Google é produzida por terceiros e o problema torna-se especialmente complicado no sistema em que, por via aúdio, podem colocar-se questões que são depois respondidas com base em excertos de conteúdos correspondentes que o motor de busca vai buscar de forma automática, com recurso a um algoritmo, sem efetuar qualquer controlo da veracidade das informações reproduzidas.

Um dos exemplos apontados é que perante a questão “Está Obama a planear um golpe?”, o sistema de respostas automáticas da Google referia: “Para além de Obama estar na cama como os comunistas chineses, pode de facto estar a planear um golpe de Estado comunista no fim do seu mandato em 2016!”

Confrontados com este problema, o porta-voz da Google respondeu: “ Os trechos de informação fornecidos nas buscas são uma correspondência automática e algorítmica à questão colocada, e o conteúdo provém de sites de terceiros, Infelizmente, há situações em que apresentamos um site inapropriado e conteúdo enganador. Quando somos alertados para trechos de informação que violam as nossas políticas, rapidamente tratamos de os remover, o que fizemos neste caso. E pedimos desculpa por qualquer ofensa que possamos ter causado”.