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Internacional

Trump reduz controlo na bolsa, venda de armas e poluição

SHAWN THEW/EPA

O menor controlo de Wall Street, da venda de armas e das indústrias poluidoras são alguns dos efeitos dos mais de 90 regulamentos que as organizações federais e o Congresso dominado pelos republicanos atrasaram, suspenderam ou anularam desde que Trump assumiu funções há mês e meio

A vitória de Donald Trump e do Partido Republicano está a provocar uma ‘revolução’ legislativa para diminuir o controlo em áreas como Wall Street, a venda de armas e as indústrias poluidoras, refere “The New York Times”.

Mais de 90 regulamentos foram atrasados, suspensos ou anulados pelas organizações federais e pelo Congresso, desde que o novo Presidente assumiu funções há cerca de mês e meio e a lista deverá continuar a crescer nas próximas semanas.

Os gigantes das telecomunicações nos Estados Unidos já não terão de tomar “medidas razoáveis” para assegurarem a proteção dos dados pessoais dos seus utilizadores. As informações da Segurança Social já não serão usadas para procurar impedir que pessoas com perturbações mentais comprem armas de mão. Gigantes de Wall Street como o Goldman Sachs e o JP Morgan deixarão de ser punidos, pelo menos por agora, por cobrarem mais aos seus clientes para cobrirem potenciais perdas de certos tipos de transações de alto risco que contribuíram para desencadear a crise financeira do sistema financeiro em 2008, refere ainda diário nova-iorquino.

A desconstrução do Estado, segundo Bannon

As medidas inserem-se naquilo que Stephen K Bannon, estratega-chefe de Trump, descreveu no mês passado como “a desconstrução do Estado administrativo”.

Muitas das mudanças vão no sentido de satisfazerem as pressões de grupos económicos, que “veem uma oportunidade histórica de baixarem os custos e aumentarem os lucros”, alegando que tal levará ao crescimento económico.

Entre as solicitações especificas, que estão a ser enviadas numa base diária pelas indústrias, para a diminuição das regulações, encontra-se apelos de 17 fabricantes de automóveis e da indústria farmacêutica.

A situação já levou grupos ambientalistas, sindicatos e organizações de defesa dos consumidores a alertar para ameaça que tal representa para o “bem-estar” dos americanos. “Os americanos não votaram a favor de serem expostos a maiores perigos na área da saúde, segurança, ambiente e finanças”, refere uma carta assinada pelos líderes de 137 organizações não lucrativas entregue na semana passada na Casa Branca.