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Internacional

EUA. Secretário de Estado diz que decreto anti-imigração é vital para a segurança interna

JONATHAN ERNST/REUTERS

Secretário de Estado norte-americano defendeu a nova ordem executiva de Trump, sublinhando que o chefe de Estado está a exercer a sua “autoridade legítima” para “manter o povo em segurança”

O chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson, defendeu esta segunda-feira que o novo decreto sobre a imigração, que proíbe a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de seis países muçulmanos, é "vital" para a segurança nacional do país.

"O decreto assinado hoje pelo Presidente [Donald Trump] protege a nação contra a entrada de terroristas estrangeiros nos Estados Unidos e é uma medida vital para reforçar a nossa segurança nacional", afirmou o secretário de Estado norte-americano, numa breve declaração à comunicação social.

"Com esta ordem, o Presidente Trump está a exercer a sua autoridade legítima de manter o nosso povo em segurança", reforçou Tillerson, momentos depois do anúncio da assinatura do chefe de Estado norte-americano de uma nova versão do controverso decreto sobre imigração, que foi bloqueado no início de fevereiro pela justiça americana.

Na nova versão do decreto são agora referenciados seis países de maioria muçulmana: Irão, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen. O novo texto retira desta lista o Iraque, que constava na primeira versão da ordem presidencial, assinada por Trump a 27 de janeiro.
O governo iraquiano já se congratulou com esta decisão.

Tillerson, por seu turno sustentou que "o Iraque é um aliado importante no combate para vencer" o grupo extremista Estado Islâmico (EI), dirigindo ainda palavras de louvor aos "soldados corajosos que combatem em estreito contacto com os homens e as mulheres de uniforme americano".

O secretário de Estado também agradeceu ao primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, por ter avançado, em colaboração com o Departamento de Estado, com "medidas de segurança" destinadas a "impedir aqueles que têm intenções criminosas ou terroristas de entrar nos Estados Unidos".

O novo chefe da diplomacia norte-americana, que falava ao lado do secretário da Segurança Interna (John Kelly) e do procurador-geral (Jeff Sessions), considerou ainda que "as ameaças à segurança [dos EUA] estão constantemente a evoluir (e que) o senso comum ordena uma reavaliação constante dos procedimentos sobre os quais dependemos para proteger o país".

O novo texto também menciona que as pessoas com autorização de residência, que detém os conhecidos 'green card', e os titulares de vistos estão explicitamente protegidos e podem continuar a viajar para os Estados Unidos.

O novo decreto entra em vigor a 16 de março, por 90 dias, segundo os documentos publicados hoje pelo Departamento de Segurança Interna norte-americano.

Trump mantém a suspensão do programa de acolhimento de refugiados por um período de 120 dias, à exceção dos que já tenham, à data, autorização de entrada no país.

Esta ação presidencial está em linha com as promessas que Trump fez durante a campanha presidencial. O então candidato republicano assumiu o compromisso de aplicar uma política de "verificação extrema" das fronteiras com o objetivo de impedir a entrada no país de extremistas.

O primeiro decreto sobre a imigração de Trump, assinado uma semana depois de ter chegado ao poder, suscitou uma indignação a nível mundial. Trump foi acusado de discriminação contra os muçulmanos e a medida foi na altura encarada como potencialmente inconstitucional.