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Alain Juppé confirma que não será candidato ao Eliseu

ETIENNE LAURENT / EPA

O antigo primeiro-ministro, atual presidente da câmara de Bordéus, considera não ter condições para representar nas presidenciais francesas um “projeto unificador”

“Confirmo, de uma vez por todas, que não serei candidato. Para mim, é tarde demais”. Foi com esta declaração que Alain Juppé, ex-primeiro-ministro francês colocou esta manhã um ponto final na hipótese de se candidatar ao Eliseu, por considerar que não tem condições para representar nas presidenciais francesas um “projeto unificador”.

Apontado como o substituto natural de François Fillon, o candidato dos Republicanos caído em desgraça, depois de formalmente acusado pela alegada criação de empregos fictícios para a mulher e os filhos e aquele para quem perdeu nas primárias, Juppé acaba de afastar definitivamente a intenção de entrar na corrida.

O atual presidente da câmara de Bordéus, 71 anos, reconheceu que não encarna “a renovação” que os franceses exigem, mas deixou críticas à “obstinação” do ainda candidato do partido Os Republicanos, pela sua determinação em levar a sua candidatura até às urnas.

A declaração de Juppé acontece minutos depois de o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy ter proposto uma reunião a três, com François Fillon e o próprio Juppé, para “encontrar uma saída digna e credível para uma situação que não pode continuar”.

Esta é a primeira vez que Sarkozy se manifesta publicamente em relação à situação de Fillon, que reiterou no domingo a intenção de manter a candidatura, não obstante enfrentar uma provável acusação criminal no próximo dia 15 de março.

Num evento perante dezenas de milhares de apoiantes este domingo em Paris, o candidato carregou contra os seus correligionários, que lhe retiraram o apoio nos últimos dias, mas manteve-se firme na resolução de não desistir.

  • Republicanos franceses decidem hoje o que fazer quanto a François Fillon

    Alain Juppé, que Fillon derrotou nas primárias da direita francesa no ano passado, é o favorito para tomar o lugar de candidato do partido às presidenciais de abril, numa altura em que o atual cabeça de lista continua em queda nas sondagens e a perder apoios internos por alegado abuso de poder e favorecimento ilícito da mulher e dos dois filhos