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Direitos humanos: O que se passa em Macau é “um assunto interno da China”

Chris McGrath/Getty Images

O Governo de Macau manifestou “forte oposição” ao conteúdo do mais recente relatório dos EUA sobre os direitos humanos. E critica Washington por tecer “comentários irresponsáveis”: o que se passa em Macau é “um assunto interno da China”

O Governo de Macau expressou a sua "forte oposição" ao conteúdo do mais recente relatório dos Estados Unidos sobre os direitos humanos, criticando Washington por "ignorar os factos" e por tecer "comentários irresponsáveis".

O relatório publicado pelo Departamento de Estado norte-americano "ignora os factos, tecendo comentários sobre a RAEM [Região Administrativa Especial de Macau], que é um assunto interno da China", aponta um comunicado em reação ao documento divulgado na noite de sábado pelo Gabinete do Porta-voz.

O Governo de Macau "manifesta a sua forte oposição", refere a breve nota oficial, sublinhando que "os amplos direitos e liberdades, gozados pela população, são plenamente garantidos, nos termos da Lei Básica [uma espécie de miniconstituição]" e que tal é testemunhado pela comunidade internacional.

A incapacidade dos residentes em mudar o Governo -- face à ausência de sufrágio universal na eleição do líder e restrições à liberdade académica e de imprensa -- figuram entre os principais problemas apontados a Macau pelos Estados Unidos no seu mais recente relatório anual sobre direitos humanos, divulgado na sexta-feira.

O Departamento de Estado norte-americano refere também "preocupações relativamente à extradição de criminosos para jurisdições com penas mais severas" - mas sem facultar pormenores - e que o tráfico de seres humanos também "continuou a ser um problema".