Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Casa Branca pede ao Congresso para investigar se Obama mandou colocar Trump sob escuta

PETE SOUZA/THE WHITE HOUSE

Depois de o Presidente ter acusado o antecessor de ter colocado escutas na Trump Tower no mês anterior às eleições norte-americanas, agora a Casa Branca pede que se investigue se houve abuso de poder

Pouco mais de 24 horas depois de Donald Trump acusar Barack Obama de ter colocado sob escuta os telefones da Trump Tower em outubro do ano passado, a Casa Branca pediu ao Congresso norte-americano para investigar se a anterior administração abusou dos seus poderes durante a campanha eleitoral. Este domingo, através do porta-voz Sean Spicer, o pedido foi feito como parte da investigação que decorre sobre a alegada influência da Rússia nas eleições.

“As denúncias sobre investigações potencialmente com motivações políticas, imediatamente antes da realização das eleições de 2016, são muito preocupantes”, diz Sean Spicer em comunicado.

O porta-voz da Casa Branca, citado pela agência Reuters, assegurou que não haverá mais comentários até que a investigação do Congresso seja concluída.

Em seis tweets publicados este sábado, Donald Trump acusou Barack Obama de ter colocado escutas nos telefones na Trump Tower, em Nova Iorque, em outubro do ano passado, ainda antes das eleições presidenciais norte-americana.

A acusação foi desmentida por Obama. Através do porta-voz, o antigo Presidente garantiu que nunca ordenou a vigilância de qualquer cidadão norte-americano.

“Nem o Presidente Obama, nem qualquer responsável da Casa Branca ordenaram alguma vez a vigilância de qualquer cidadão norte-americano”, indicou Kevin Lewis, porta-voz de Obama, num sucinto comunicado.

Na mesma sequênica de publicações na rede social, Trump referiu ainda que Sergei Kislyak, embaixador russo, visitou a Casa Branca 22 vezes ao longo de toda a administração Obama, sendo que quatro destas visitas teriam acontecido no último ano.

A afirmação de Trump surge depois de o “Washington Post” ter revelado na quarta-feira que Jeff Sessions, o homem escolhido para chefiar o Departamento da Justiça, se encontrou encontrou-se com o embaixador da Rússia em Washington, Sergei Kislyak, durante a campanha eleitoral. O encontro foi depois confirmado pela Casa Branca.

Apesar de ter assegurado que o encontro foi realizado enquanto senador e não como membro da nova administração. Entretanto, o “Wall Street Journal” noticiou noticiar que pelo menos um dos encontros foi pago com fundos da campanha.

A alegada proximidade da equipa de Trump a elementos do círculo de Putin já levou ao afastamento do diretor do Conselho de Segurança Nacional no mês passado, Michael Flynn. O escolhido para presidir ao conselho que orientam as estratégias de política externa foi a primeira baixa na administração Trump, depois de ter sido revelado que, em dezembro, se encontrou duas vezes com Kislyak para discutir o levantamento das sanções impostas por Obama à Rússia na sequência da anexação da península ucraniana da Crimeia há três anos.

Atualmente, o Congresso está a investigar a alegada interferência da Rússia nas presidenciais dos Estados Unidos após democratas e republicanos terem concordado na abertura de um inquérito.

  • Obama nega ter ordenado vigilância a Trump

    Donald Trump acusou o seu antecessor de o ter colocado sob escuta antes das eleições presidenciais de 8 de novembro e comparou a situação com o escândalo Watergate, o caso de espionagem política que levou à demissão do então Presidente norte-americano Richard Nixon, em 1974