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Trump diz que Obama o colocou sob escuta

PETE SOUZA/THE WHITE HOUSE

No Twitter, o presidente norte-americano acusou o antecessor de ter colocado escutas na Trump Tower antes das eleições

Em seis tweets publicados este sábado, Donald Trump acusa Barack Obama de ter colocado escutas nos telefones na Trump Tower, em Nova Iorque, em outubro do ano passado, ainda antes das eleições presidenciais norte-americana. O Presidente questiona ainda o que aconteceria se o caso fosse entregue a um advogado e refere que o embaixador russo em Washington visitou a Casa Branca várias vezes ao longo da administração anterior.

Trump refere ainda que Sergei Kislyak, embaixador russo, visitou a Casa Branca 22 vezes ao longo de toda a administração Obama, sendo que quatro destas visitas teriam acontecido no último ano.

A afirmação surge depois de o “Washington Post” ter revelado na quarta-feira que Jeff Sessions, o homem que Trump escolheu para chefiar o Departamento da Justiça, se encontrou encontrou-se duas vezes com o embaixador da Rússia em Washington, Sergei Kislyak, no ano passado durante a campanha eleitoral. O encontro foi depois confirmado pela Casa Branca, horas depois dos membros democratas e republicanos de uma comissão do Congresso terem chegado a acordo para abrir um inquérito à alegada interferência da Rússia nas presidenciais dos Estados Unidos.

Em janeiro, altura em que tiveram lugar os encontros com Sergei Kislyak, Jeff Sessions era senador. Durante as audiências de confirmação ao cargo correspondente ao de ministro da Justiça, no início de fevereiro, não referiu nada sobre o assunto. Entretanto, a porta-voz do procurador-geral garantiu que nada foi ocultado e que a reunião aconteceu enquanto senador e não como membro da nova administração.

Na sexta-feira, o "Wall Street Journal" veio complicar ainda mais a narrativa vendida por Sessions, ao noticiar que pelo menos um dos encontros do procurador-geral com Kislyak foi pago com fundos de campanha e não com o dinheiro alocado aos congressistas para fazerem o seu trabalho, como a sua porta-voz tinha garantido.

A alegada proximidade da equipa de Trump a elementos do círculo de Putin já levou ao afastamento do diretor do Conselho de Segurança Nacional no mês passado. Apesar de ter sido demitido por Obama em 2014, Michael Flynn foi nomeado por Trump para presidir ao conselho de homens e mulheres que orientam as estratégias de política externa do Presidente.

Ao 25.º dia no poder, tornou-se a primeira baixa da nova administração norte-americana, depois de ter sido revelado que, em dezembro, se encontrou duas vezes com Kislyak para discutir o levantamento das sanções impostas por Obama a empresas e personalidades russas na sequência da anexação da península ucraniana da Crimeia há três anos.

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