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Internacional

Pyongyang: EUA “vão pagar caro” se incluírem Coreia do Norte na lista negra do terrorismo 

O porta-voz da diplomacia norte-coreana sublinhou que o país se opõe “a todas as formas de terrorismo” e acusou os Estados Unidos de tentarem denegrir a sua reputação

Pyongyang advertiu este sábado que os Estados Unidos vão "pagar caro" se voltarem a incluir a Coreia do Norte na lista dos países patrocinadores do terrorismo na sequência do assassínio do meio-irmão do líder norte-coreano, no mês passado.

"Os Estados Unidos vão perceber quão caro vão ter de pagar pelas suas acusações infundadas contra a digna" Coreia do Norte no caso de voltarem a incluir o país na lista negra do terrorismo, advertiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano citado pela agência oficial KCNA.

O assassínio de Kim Jong-nam, em 13 de fevereiro, no aeroporto de Kuala Lumpur, desencadeou uma série de apelos, incluindo de deputados norte-americanos, para que a Coreia do Norte seja reintegrada na lista de países que patrocinam o terrorismo e Seul anunciou que iria apresentar um pedido formal para o efeito.

O porta-voz da diplomacia norte-coreana sublinhou que Pyongyang se opõe "a todas as formas de terrorismo" e acusou os Estados Unidos de tentarem denegrir a sua reputação.

"Já lá vai o tempo em que os Estados Unidos podiam aleatoriamente estigmatizar e oprimir aqueles países que incorriam no seu descontentamento, enquanto tinha o mundo sob o seu controlo", argumentou o mesmo responsável.

A Coreia do Norte foi catalogada como país patrocinador do terrorismo internacional em 1987 após o atentado à bomba levado a cabo por dois agentes seus contra um avião sul-coreano, que matou todas as 115 pessoas que seguiam a bordo.

Contudo, foi retirada da lista negra em 2008, durante a administração do Presidente norte-americano George W. Bush, devido aos progressos para a desnuclearização.

No entanto, desde então a Coreia do Norte retomou as suas atividades, tendo levado a cabo quatro ensaios nucleares e inúmeros testes de mísseis balísticos apesar de proibidos à luz de uma série de resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Atualmente, os Estados Unidos consideram como Estados que patrocinam o terrorismo o Irão, Sudão e Síria.

A Coreia do Norte negou qualquer envolvimento na morte de Kim Jong-nam, acusando a Coreia do Sul, os Estados Unidos e a Malásia de uma "campanha de difamação".