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Internacional

Obama nega ter ordenado vigilância a Trump

Alex Wong/Getty Images

Donald Trump acusou o seu antecessor de o ter colocado sob escuta antes das eleições presidenciais de 8 de novembro e comparou a situação com o escândalo Watergate, o caso de espionagem política que levou à demissão do então Presidente norte-americano Richard Nixon, em 1974

O antigo presidente norte-americano Barack Obama nunca ordenou a vigilância de qualquer cidadão norte-americano, afirmou este sábado o seu porta-voz, desmentindo as acusações de Donald Trump.

O Presidente norte-americano acusou este sábado o seu antecessor de o ter colocado sob escuta antes das eleições presidenciais de 8 de novembro. “Nem o Presidente Obama, nem qualquer responsável da Casa Branca ordenaram alguma vez a vigilância de qualquer cidadão norte-americano”, indicou Kevin Lewis, porta-voz de Obama, num sucinto comunicado.

Trump fez a acusação em várias mensagens divulgadas na rede social Twitter, sem pormenores ou provas, referindo-se ao anterior Presidente dos Estados Unidos como um homem “mau (ou doente)”. “Terrível! Acabei de descobrir que o Presidente Obama colocou as minhas linhas [telefónicas] sob escuta na Trump Tower, mesmo antes da minha vitória”, escreveu. “É maccarthysmo”, comentou, referindo-se à perseguição nos anos 1950 dos militantes e simpatizantes comunistas nos Estados Unidos.

Trump fez igualmente uma comparação com o escândalo Watergate, o caso de espionagem política que levou à demissão do então Presidente norte-americano Richard Nixon, em 1974. Os ataques contra Barack Obama surgem numa altura em que a administração de Trump está envolvida em polémica por causa de contactos, durante a campanha e o período de transição, entre responsáveis russos e alguns dos seus assessores e conselheiros, incluindo o ministro da Justiça, Jeff Sessions.