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Internacional

Turquia acusa Alemanha de interferência no referendo constitucional

Chefe de diplomacia turca acusa Berlim de estar a trabalhar pelo 'Não' no referendo constitucional

ADEM ALTAN/GETTY

Ministro dos Negócios Estrangeiros turco acusa Berlim de “querer impedir a existência de uma Turquia forte” e de fazer campanha pela vitória do 'Não' no referendo constitucional

A Turquia acusou esta sexta-feira a Alemanha de estar a interferir na campanha apoiando o "voto contra" o fortalecimento dos poderes presidenciais no referendo marcado para abril em que participam os turcos emigrados em território alemão.

"Eles não querem que a Turquia faça campanha [na Alemanha]. Eles estão a trabalhar pelo "Não". Querem impedir a existência de uma Turquia forte", acusou o ministro dos Negócios Estrangeiros Mevlut Cavusoglu.

O chefe da diplomacia turca falava aos jornalistas depois de as autoridades alemãs terem impedido a participação de membros de governo de Ancara nas ações de campanha a favor do "Sim" junto da comunidade turca na Alemanha.

O referendo na Turquia propõe, através da revisão da Constituição, reforçar os poderes do cargo de chefe de Estado ocupado por Recep Tayyip Erdogan.

Entretanto, as autoridades da cidade alemã de Gaggenau anunciaram esta sexta-feira que receberam uma ameaçada de bomba depois de terem cancelado um comício em que estava prevista a participação do ministro da Justiça turco.

"Recebemos uma ameaça de bomba através do telefone, às 7h30 (6h30 em Lisboa). O homem que telefonou disse que a razão foi o cancelamento do evento com o ministro da Justiça turco", disse à France Presse Dieter Spannagel, representante das autoridades locais de Gaggenau.