Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Juncker. “O destino da Europa está nas nossas mãos e sobretudo nos nossos corações”

Pablo Blazquez Dominguez

Presidente da Comissão Europeia apela a um debate abrangente sobre o futuro da Europa em todos os Estados-membros

“É tempo de sermos pioneiros, juntos a 27. É tempo da Europa definir a sua visão para o futuro”. O repto foi esta tarde lançado pelo presidente da Comissão Europeia durante a apresentação do Livro Branco no Parlamento Europeu, que avança cinco cenários distintos do que poderá ser a Europa em 2025 e abre portas ao debate entre os Estados-membros.

Segundo Jean-Claude Juncker, o “destino da Europa está nas nossas mãos e sobretudo nos nossos corações”, sendo essencial ouvir todos os Estados-membros neste processo. “A Comissão não pretende instruir, ordenar. Queremos ouvir e escutar antes de decidir. Todas as vozes, mesmo as mais fracas e as quase inaudíveis, deverão ser ouvidas”, defendeu o presidente da Comissão.

Admitindo que este método poderá desiludir alguns Estados-membros, Juncker sustenta, contudo, que se trata de “um método que honra a democracia não só representativa, como em geral.”

O presidente da Comissão insistiu ainda que todos os Estados-membros devem ter orgulho na construção europeia, lamentando que alguns prefiram “olhar para o próprio umbigo.” E afirmou que a UE não pode ficar “refém” da saída do Reino Unido do bloco.

De acordo com o Juncker, o livro branco ajudará a União Europeia a encontrar respostas para os desafios e problemas que enfrenta atualmente, como a globalização, terrorismo ou migrações.

Sublinhou ainda que nem todos os cenários têm o apoio espontâneo da comissão, mas que todos são caminhos perante os quais a UE se deve debruçar para analisar e antecipar as suas consequências. “Reduzir a UE a uma mera zona de livre comércio não corresponde à minha posição, nem dos fundadores da UE. De resto não direi quais são as minhas preferências absolutas, pois essa decisão não depende apenas de mim.”

No livro branco são apresentados cinco cenários: assegurar a continuidade, restringir-se ao mercado único, fazer “mais” quem quiser “mais”, fazer “menos” com maior eficiência, fazer muito “mais” todos juntos.

O documento é um contributo de Bruxelas para a Cimeira de Roma, que decorre no próximo dia 25, e será levado ao Conselho Europeu no final do ano. As conclusões são esperadas até às eleições europeias, em 2019.