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Fillon não desiste do Eliseu e diz-se vítima de “assassínio político”

CHRISTIAN HARTMANN / Reuters

Candidato presidencial anunciou em conferência de imprensa que recusa o “assassínio político” de que diz estar a ser alvo. Apesar de ir ser constituído arguido pela Justiça francesa por suspeita de desvio de fundos públicos, assumiu: “Não desisto da minha candidatura”

O candidato da direita francesa assegura: “Não vou ceder, não me vou render, não retiro a minha candidatura, irei até ao fim”. “Ê um assassínio politico, pior do que isso, é a eleição presidencial que querem assassinar”, acrescentou François Fillon, esta manhã, numa imprevista conferência de imprensa, em Paris, marcada à última hora.

Na sua declaração aos jornalistas, o candidato de 62 anos revelou que foi convocado pelos juizes de instrução, para ser constituido arguido, no dia 15 de março. Fillon é suspeito de desvio de fundos num caso de alegados empregos fictícios da sua mulher e de dois dos seus filhos.

“Eles trabalharam mesmo como meus assistentes, é a verdade”, acrescentou esta manhã, antes de revelar que todas as regras do Estado de Direito têm sido violadas pela investigação neste processo, dando a entender que todo este caso é uma cabala contra ele.

Ao início desta manhã, Fillon decidiu adiar a visita agendada à Feira de Agricultura de Paris, sem prestar qualquer justificação para o cancelamento da ação de campanha, tendo mais tarde anunciado que iria fazer uma declaração pública.

A conferência de imprensa do candidato da direita francesa foi realizada na sede de campanha em Paris, e junto com Fillon apresentaram-se diversos notáveis do seu partido Os Republicanos.