Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Centenas de civis fogem de Mossul, onde prossegue o avanço das forças iraquianas

OMAR HAYALI/EPA

Com o apoio dos EUA, o objetivo é agora reconquistar os edifícios governamentais na área oeste da cidade, onde o Daesh mantém ainda o domínio

Centenas de civis fugiram esta terça-feira pelo deserto iraquiano, procurando escapar aos combates em Mossul entre as forças governamentais e o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). O movimento engrossa a lista das cerca de 16 mil pessoas que abandonaram a cidade desde que as forças iraquianas lançaram, em 19 de fevereiro, uma ofensiva para recuperá-la aos extremistas.

Depois da conquista, na semana passada, do aeroporto de Mossul, o objetivo passa agora por dominar os principais edifícios oficiais, desalojando os militantes jiadistas na única área ainda significativa que o Daesh ainda mantém, no lado oeste de Mossul. Apoiadas pelos EUA, as forças governamentais avançam, tendo uma fonte militar dos Estados Unidos declarado que o domínio integral de Mossul e Raqqa – baluarte do Daesh na Síria – pode estar garantido dentro de seis meses. Alcançar os edifícios governamentais ajudaria as forças iraquianas a atacar os extremistas no antigo centro da cidade e teria um significado simbólico, ao restabelecer a autoridade do Estado sobre Mossul.

No terreno, os jiadistas incendeiam casas, lojas e carros para ocultar seus movimentos na área. Moradores em zonas ainda controladas pelos extremistas dizem ter sido obrigados a retirar os seus carros das garagens, formando com eles barreiras nas ruas, para impedir o avanço dos veículos militares.

A situação está a ser acompanhada com preocupação por vários organismos internacionais, entre eles as Nações Unidas, que alertam para a situação humanitária extrema enfrentada pelas famílias no oeste de Mossul. Também a Oxfam lançou um apelo ao exército iraquiano para que não use artilharia pesada no combate contra o Daesh, para minimizar o número de baixas civis. “Não queremos ver milhares de civis mortos”, afirmou o diretor da Oxfam no Iraque, Andrés González, em entrevista à agência noticiosa espanhola Efe.