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Procuradoria espanhola pede €200 mil a Urdangarin para evitar prisão

ATIENZA/EPA

O cunhado do rei de Espanha foi condenado há seis dias a seis anos e três meses de prisão por fraude e desvio de dinheiros públicos. Esta quinta-feira serão ainda conhecidas as medidas cautelares a aplicar a Iñaki Urdangarin

O procurador anticorrupção espanhol pediu esta quinta-feira a prisão de Iñaki Urdangarin ou o pagamento de 200 mil euros, seis dias depois de ter sido condenado a seis anos e três meses de prisão por fraude e desvio de dinheiros públicos.

Por sua vez, Diego Torres, o ex-sócio do marido da antiga Infanta Cristina, terá de pagar 100 mil euros para escapar à pena de prisão.

Esta quinta-feira serão também conhecidas as medidas cautelares aplicadas a Urdangarin e a Diego Torres no âmbito do caso Nóos, que poderão passar pelo termo de identidade e residência ou a prisão domiciliária. Será o tribunal de Palma de Maiorca a decidir o futuro do marido da infanta Cristina.

Iñaki Urdangarin e o Diego Torres são acusados de desviarem milhões de euros de fundos públicos do instituto Nóos, uma instituição sem fins lucrativos, através do qual os dois sócios terão conseguido contratos milionários com os governos das Baleares e da Comunidade Valenciana, ambos do PP.

O caso Nóos remonta a 2010, quando o procurador Pedro Horrach e o juiz José Castro, de Palma de Maiorca, investigavam outro caso de corrupção e descobriram documentos que provavam que a administração balear tinha realizado adjudicações irregulares de trabalhos pagos com dinheiros públicos.