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Coreia do Norte nega envenenamento e diz que faz tudo parte de uma conspiração

JUNG YEON-JEAFP/GETTY

A Malásia confirmou que Kim Jong-nam, o meio-irmão do líder norte-americano, foi envenenado por duas mulheres no aeroporto de Kuala Lumpur e pediu à Interpol para emitir um alerta para quatro cidadãos supostamente envolvidos no caso e que terão entretanto abandonado o país. A Coreia do Norte reagiu acusando o regime malaio de ter criado uma conspiração com a Coreia do Sul

A polícia da Malásia confirmou na quarta-feira que Kim Jong-nam morreu após ter sido envenenado por duas mulheres que esfregaram um pano com tóxicos na sua cara quando o meio-irmão do líder norte coreano se encontrava no aeroporto de Kuala Lumpur, mas a agência norte coreana KCNA diz que a morte de “um cidadão norte coreano”, que “viajava com um passaporte diplomático”, se deveu a um “ataque cardíaco”.

Na versão da KCNA trata-se de uma “conspiração contra a República Democrática do Povo da Coreia lançada pelas autoridades sul-coreanas”.

As autoridades da Malásia indicaram que o ataque foi “planeado” e que as duas mulheres tinham sido bem treinadas e, apesar de não terem acusado diretamente o regime de Pyongyang, declararam que os norte-coreanos estiveram envolvidos no crime.

Vários norte-coreanos estão a ser procurados no âmbito do caso, entre os quais um alto responsável da embaixada da Coreia do Norte em Kuala Lumpur, assim como um funcionário da companhia aérea estatal Air Koryo.

A Malásia pediu esta quinta-feira à Interpol que emita um alerta relativo a outros quatro cidadãos norte-coreanos supostamente envolvidos e que terão entretanto abandonado o país. Um outro cidadão da Coreia do Norte foi detido.

A Malásia solicitou amostras de ADN que permitam efetuar uma confirmação oficial de que a vítima, cujo corpo permanece na morgue do hospital, era mesmo o meio-irmão de Kim Jong-Un, mas a Coreia do Norte considerou o pedido “absurdo”.

Kim Jong-nam estava prestes a embarcar para Macau, onde residia, quando foi atacado pelas duas mulheres, tendo falecido enquanto era transportado para o hospital.

  • Morte de Kim Jong-nam: Polícia procura mais quatro norte-coreanos

    Os homens foram identificados como sendo Ri Ji-hyon, de 33 anos, Hong Song-hac, 34 anos, O Jong-gil, 55 anos, e Ri Jae-nam, 57 anos. Os quatro terão viajado para a Malásia com passaportes normais e estiveram menos de um mês no país. Foram embora no dia em que Kim Jong-nam morreu. Foram já detidas quatro pessoas por suspeitas de ligações à morte do meio-irmão do líder da Coreia do Norte: duas mulheres, uma de nacionalidade indonésia e outra que transportava um passaporte vietnamita, e dois homens, um malaio e um norte-coreano

  • Detido norte-coreano por suspeita de ligação à morte de Kim Jong-nam

    Trata-se de Ri Jonh Chol, cidadão norte-coreano nascido em 1970. É a quarta pessoa a ser detida esta semana por suspeitas de envolvimento na morte de morte de Kim Jong-nam, o meio-irmão do líder da Coreia do Norte, que terá sido alegadamente assassinado no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia. Autópsia ao corpo de Jong-nam ainda não está concluída, mas a Coreia do Norte já prometeu rejeitar todos os resultados e acusou a Malásia de “estar em conluio com forças externas”