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Um terço da poluição dos oceanos corresponde a microplásticos de roupas e pneus

YASUYOSHI CHIBA/GETTY IMAGES

Os oceanos estão a tornar-se uma autêntica “sopa de plásticos”. Fabricantes e consumidores têm de alterar o seu comportamento, alerta a União Internacional para a Conservação da Natureza

Os microplásticos dos pneus e dos têxteis são uma fonte de poluição dos oceanos, maior do que os próprio resíduos plásticos de grande dimensão em algumas áreas (como a América do Norte), diz a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, no original).

As partículas invisíveis de produtos como roupas sintéticas e pneus de carros representam até um terço dos plásticos que poluem os oceanos, conclui um relatório a apresentar esta quarta-feira pela entidade ambientalista, que alerta para as consequências deste tipo de poluição para os ecossistemas e a saúde humana.

A IUCN analisou dados de sete regiões globais para analisar qual a percentagem de microplásticos primários entre os estimados 9,5 milhões de toneladas de novos resíduos de plástico acumulados nos oceanos a cada ano que passa.

Os resultados são surpreendentes. “As nossas atividades diárias, como lavar roupas e conduzir, contribuem significativamente para a poluição que asfixia os nossos oceanos, com efeitos potencialmente desastrosos”, afirma Inger Andersen, a diretora da IUCN.

Acabar com o problema não é fácil, reconhecem os ambientalistas, mas ajudaria se os fabricantes de pneus e vestuário modificarem os seus métodos de produção, escolhendo alternativas menos poluentes. O comportamento do consumidor é outra das mudanças que se impõe, defendem.

Como exemplo, são apontadas roupas sintéticas preparadas para perderem menos fibras e a preferência por tecidos naturais.