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Almaraz: Bruxelas não sabe se é necessário estudo de impacto ambiental transfronteiriço

Tiago Miranda

Mesmo com o princípio de acordo entre Portugal em Espanha no caso da central nuclear de Almaraz, ficam ainda por responder algumas questões: é necessário um estudo de impacto ambiental transfronteiriço e quem vai pagá-lo? “Este é só o começo do processo”, responde a Comissão Europeia

“Este é só o começo do processo”. Foi assim que a Comissão Europeia respondeu à questão colocada pelo Expresso e pela SIC sobre a necessidade de um estudo transfronteiriço que meça e avalie os impactos ambientais em Portugal decorrentes da construção de um novo armazém de resíduos nucleares, junto à central de Almaraz. Mais: se esse estudo avançar, quem o irá pagar? Portugal ou Espanha? Ambas as perguntas ficaram sem resposta por parte de Bruxelas.

“É cedo para definir isso, uma vez que é por essas razões que vamos ter as conversas e as avaliações da situação, para perceber se um estudo de impacto ambiental é realmente necessário – e que tipo de estudo –, ou se as informações disponibilizadas pelas autoridades espanholas serão suficientes para as autoridades portuguesas”, disse esta manhã Enrico Brivio, porta-voz da Comissão Europeia, no briefing diário em Bruxelas. “Estamos numa fase que deve ser resolvida com uma conversa”, acrescentou.

Uma dos pedidos de Portugal era a realização de um estudo de impacto ambiental transfronteiriço, cuja despesa deveria ser suportada por Espanha. Para já, mantém-se uma incógnita sobre quem o irá pagar caso avance.

Esta terça-feira, foi anunciado pela Comissão Europeia que os vizinhos ibéricos tinham chegado a “um acordo amigável”, com as autoridades portuguesas a retirarem a queixa apresentada em Bruxelas e com as espanholas a comprometerem-se a partilhar toda a informação “pertinente em matéria de ambiente e segurança nuclear” e em organizar “o mais rapidamente possível, uma visita das autoridades portuguesas às instalações”.