Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

França. Sede da Frente Nacional alvo de buscas pela polícia

MOHAMED AZAKIR / Reuters

Marine Aautoridades francesas estão a investigar suspeitas de que membros da Frente Nacional lesaram o Parlamento Europeu em centenas de milhares de euros

A polícia francesa fez buscas esta segunda-feira na sede do partido de extrema-direita Frente Nacional, devido ao alegado uso indevido de fundos da União Europeia para pagar assistentes parlamentares, de acordo com um comunicado do partido, citado pelo “Le Monde”.

Para a Frente Nacional, a busca desta segunda-feira “é obviamente uma operação mediática com o único objetivo de desestabilizar o curso da campanha presidencial”, cita o “Le Monde”. “Pela segunda vez é conduzida uma busca aos mesmos oficiais, dizendo respeito aos mesmos factos, confirmando que a primeira busca não teve sucesso”, lia-se ainda no comunicado do partido.

Em causa estão os pagamentos que a líder da Frente Nacional Marine Le Pen terá feito a dois funcionários do partido com dinheiro dos fundos europeus. A candidata às presidenciais francesas é acusada de ter pagado ao seu guarda-costas, Thierry Légier, mais de 41.500 euros, entre outubro e dezembro de 2011, com fundos europeus, por ter dito que este era um assistente do Parlamento, escreve o “The Guardian”.

É também acusada de ter pago cerca de 298 mil euros, entre dezembro de 2010 e 2016, a Catherine Griset, que trabalhava diariamente na sede da Frente Nacional, em França. As normas europeias ditam que os fundos da UE apenas podem ser usados para pagar assistentes parlamentares que trabalhem fisicamente nos escritórios em Bruxelas, Estrasburgo ou no Luxemburgo e residam próximo de esses locais de trabalho.

Segundo um relatório do organismo antifraude da União Europeia (OLAF), citado na quinta-feira pelo site noticioso “Mediapart” e pela revista “Marianne”, Le Pen reconheceu ter empregado ficticiamente como assistente parlamentar o seu guarda-costas, para “regularizar salários e despesas”. No entanto, no dia seguinte, Le Pen negou ter reconhecido o emprego fictício de Thierry Légier.

No final do passado mês de janeiro, Marine Le Pen deixou passar o prazo para devolver os mais de 300 mil euros pelos fundos usados indevidamente. A resposta do Parlamento Europeu não demorou a chegar. Segundo uma fonte parlamentar, este organismo vai começar a recuperar, de forma coerciva, este dinheiro, retirando dinheiro do salário de Le Pen.