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Internacional

Trump promete criar zonas de segurança na Síria pagas pelos países do Golfo

O Presidente dos Estados Unidos promete criar zonas de segurança na Síria e noutros países do Médio Oriente para as pessoas que fogem dos conflitos e garantiu que estas seriam pagas pelos países do Golfo Pérsico

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu no sábado criar zonas de segurança na Síria e noutros países do Médio Oriente para as pessoas que fogem dos conflitos e garantiu que estas seriam pagas pelos países do Golfo Pérsico.
Num comício no hangar do aeroporto internacional de Orlando-Melbourne (Florida), Trump argumentou que estas zonas de segurança evitariam que os Estados Unidos recebessem "dezenas de milhares de pessoas" das quais "não se sabe nada".
Trump disse que as zonas de segurança permitiram às pessoas que vivem nas zonas de conflitos "estar ali e viver de maneira segura nas suas cidades", até que se resolva "a grande confusão" que, na sua opinião, o seu antecessor, Barack Obama, criou na zona.
O Presidente disse que os países do Golfo Pérsico vão pagar as zonas de segurança porque "o que eles têm mais é dinheiro".
Trump fez estas declarações depois de defender o seu controverso decreto anti-imigração, bloqueado nos tribunais, e reiterar que na próxima semana vai tomar outra medida que deixará "impressionados" os seus seguidores. "Não nos rendemos, vamos fazer algo esta semana que penso que vos vai deixar impressionados. Temos de manter seguro o nosso país", disse Trump, num discurso com um tom muito semelhante aos que fez durante a campanha eleitoral.
O secretário para a Segurança Nacional, John Kelly, disse no sábado numa intervenção na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, que a nova medida será uma versão "mais ajustada" da primeira e que não deixará ninguém pendurado nos aeroportos.
Questionado sobre se se podia assumir que quem possui uma autorização de residência permanente, o denominado "green card", poderá entrar no país, Kelly disse que era "um bom palpite".
Kelly disse que o Governo ficou surpreendido com a decisão da Justiça de suspender a ordem do Presidente, Donald Trump, que cancelava durante 120 dias a entrada de refugiados no país e a concessão de vistos a sete países de maioria muçulmana: Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irão e Iémen.