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Rebeldes das FARC completam desmobilização para zonas transitórias na Colômbia

Funcionários da ONU garantem que os guerrilheiros das FARC, num total de 6.900, terminaram este sábado as deslocações para as zonas transitórias de normalização para entregarem as armas e desmobilizarem

Funcionários da ONU afirmam que os guerrilheiros das FARC, num total de 6.900, terminaram no este sábado as deslocações para as zonas transitórias de normalização para entregarem as armas e desmobilizarem.
Este era visto como um passo fundamental no acordo de paz com o governo para acabar com mais de cinco décadas de conflito armado.
A chegada de cerca de 300 membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) a um ponto de concentração no sul do país marca o fim do "reagrupamento de cerca de 6.900 homens e mulheres das FARC-EP", num percurso de cerca de 8.700 quilómetros realizados a pé, de carro e de barco", diz o general Javier Pérez Aquino, chefe dos observadores internacionais da missão das Nações Unidas na Colômbia.
A transferência dos guerrilheiros para 26 zonas transitórias de normalização em todo o país, onde vão depositar as armas e preparar-se para regressar à vida civil sob supervisão da ONU, foi iniciada a 28 de janeiro.
O Presidente, Juan Manuel Santos, declara o movimento como "histórico".
O Governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) assinaram no passado dia 24 de novembro, em Bogotá, um acordo de paz revisto, depois de um primeiro acordo ter sido rejeitado pelos eleitores num referendo.
O acordo põe fim a um conflito armado de meio século, que envolveu guerrilhas, paramilitares e as forças da ordem e causou pelo menos 260.000 mortos, mais de 60.000 disaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.
O governo lançou em fevereiro as negociações de paz com a última rebelião ativa no território colombiano, o Exército de Libertação Nacional.