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Internacional

Merkel pede aos EUA que apoiem UE, Nações Unidas e NATO

A chanceler alemã apelou hoje aos Estados Unidos para que apoiem e tornem mais fortes as organizações internacionais

A chanceler alemã, Angela Merkel, apelou hoje aos Estados Unidos para que apoiem e tornem mais fortes organizações como a União Europeia, as Nações Unidas e a NATO. Merkel, que discursava na conferência de Segurança de Munique, defendeu que "agir em conjunto fortalece todos os países".

O apelo da Chanceler alemã surgiu depois de o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, ter garantido que o compromisso dos Estados Unidos com a NATO era "inquebrável". "Será que vamos ser capazes de continuar a trabalhar bem juntos, ou vamos todos assumir papéis individuais", questionou Merkel, acrescentando que espera que os países aliados da NATO encontrem posições comuns. "Vamos juntos fazer um mundo melhor porque assim tudo fica mais fácil para cada um de nós", acrescentou.

No discurso, Merkel deu espaço para que fossem feitas algumas melhorias nas estruturas multilaterais, dizendo que em muitos locais elas não são suficientemente eficientes."Estou firmemente convencida de que vale a pena lutar pelas nossas estruturas multilaterais internacionais comuns, mas precisamos de as melhorar", disse a chanceler, garantindo que o seu país está comprometido com o objetivo da NATO de contribuir com dois por cento do Produto Interno Bruto (PIB) para a defesa, em vez dos atuais 1,3%. "Faremos tudo o que pudermos para cumprir este compromisso, mas acredito que a NATO, apesar de ter muito interesse para a Europa, também tem para os Estados Unidos. É uma aliança muito forte onde estamos unidos", frisou.

Para Merkel, os países europeus não podem lutar sozinhos contra o terrorismo extremista islâmico, necessitando do "poder militar dos Estados Unidos". Apelou também às autoridades religiosas islâmicas para que se demarquem do terrorismo cometido em nome do Islão.

A chanceler prometeu ainda continuar a trabalhar para melhorar as relações com a Rússia, enfatizando a necessidade de manter o acordo de Minsk (Bielorrússia) para que acabem os combates no leste da Ucrânia entre forças governamentais e separatistas pró-russos.

A 53.ª edição da Conferência de Segurança de Munique junta na cidade alemã até domingo os Chefes de Estado e de Governo, ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa para debater desafios críticos de segurança. Participam nos trabalhos o novo secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Federica Mogherini, e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

Além do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e do secretário da Defesa, general James Mattis, também está prevista a presença do secretário da Segurança Interna dos Estados Unidos, John Kelly.