Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

“Herdei uma confusão”. Trump volta a criticar os media e elogia o trabalho da sua administração

KEVIN LAMARQUE/REUTERS

Numa conferência de imprensa que tinha como objetivo levar a sua mensagem “diretamente até ao povo”, Donald Trump voltou a endereçar novo ataque aos media. “A imprensa tornou-se tão desonesta que se não falarmos disso, estaremos a prestar um tremendo mau serviço ao povo americano”. O Presidente dos EUA aproveitou ainda para anunciar que vai apresentar um novo decreto sobre imigração “na próxima semana”

O Presidente dos Estados Unidos voltou a criticar os media esta quinta-feira numa conferência de imprensa na Casa Branca. Donald Trump declarou também que “herdou uma confusão”, tanto a nível interno como externo, e que a sua administração “está a funcionar como uma máquina aperfeiçoada”.

Não obstante, um pouco mais tarde, Trump reconheceu as críticas sobre a turbulência e desordem que emanam da sua Ala Oeste da Casa Branca, porém afirmou que o seu gabinete funciona perfeitamente, apesar de todas as polémicas que têm marcado o seu mandato, escreve o “Washington Post”.

“Ligo a televisão, abro os jornais e vejo histórias de caos. No entanto, é exatamente o oposto. Esta administração está a funcionar como uma máquina aperfeiçoada, apesar do facto de que não consigo ter o meu Gabinete aprovado”, salientou o Presidente dos EUA, citado pelo diário norte-americano.

Quando questionado sobre a resignação na segunda-feira (madrugada de terça-feira em Portugal) do seu conselheiro de segurança nacional, Michael Flynn, por ter discutido com o embaixador russo em Washington, Sergei Kisliak, sobre as sanções impostas à Rússia pela administração Obama, Trump referiu novamente que Flynn é uma “boa pessoa” e que não fez nada errado em ter falado com Kisliak. Contudo, o Presidente explica que Flynn errou por ter escondido a informação a membros do Executivo, incluindo o vice-presidente Mike Pence e que foi por essa razão que exigiu que renunciasse ao cargo. “Ele não disse ao vice-presidente dos Estados Unidos os factos. E isso não é aceitável para mim”, declarou.

O chefe do Executivo norte-americano também negou que membros da sua campanha e outros associados tenham estado em contacto com altos funcionários dos serviços de inteligência russos, acrescentando que “não tem nada a ver com a Rússia”.

Donald Trump prometeu ainda que vai apresentar durante a “próxima semana” um novo decreto sobre imigração. “Estamos em vias de publicar um novo decreto que vai proteger totalmente o nosso país”, explicou.

A 27 de janeiro, o Presidente dos EUA assinou um decerto que impedia a entrada temporária nos Estados Unidos de cidadãos de sete países maioritariamente muçulmanos (Iraque, Irão, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen). No entanto, a 3 de fevereiro, o juiz federal James Robart bloqueou provisoriamente esta medida.

Trump criticou diretamente o magistrado Robart, ao designá-lo “pseudo-juiz” e ao acusá-lo de “retirar ao país a capacidade para aplicar a lei”. O Presidente sugeriu posteriormente que o magistrado será o culpado caso ocorra um ataque terrorista no país relacionado com o seu veto, justificado para evitar a entrada nos EUA de possíveis terroristas. A Casa Branca recorreu da decisão judicial, mas um tribunal de recurso de São Francisco manteve a suspensão do decreto.