Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Rússia nega contactos com elementos da campanha presidencial de Trump

VASILY MAXIMOV/AFP/Getty Images

“Se não se importam, vamos esperar e não vamos acreditar em informações anónimas, que são informações que têm como base facto nenhum”. O porta-voz do Kremlin rejeitou a notícia publicada pelo “The New York Times”, que avançava que registos telefónicos e chamadas intercetadas mostraram a existência de vários contactos entre membros da campanha de Donald Trump e membros dos serviços secretos russos

Na sequência da notícia do “The New York Times” publicada esta terça-feira, sobre os alegados telefonemas intercetados entre responsáveis dos serviços de informação russos e membros da campanha presidencial de Donald Trump, o porta-voz do Kremlin pediu para “não se acreditar em relatos de jornais”. Dmitry Peskov, numa conferência de imprensa realizada esta quarta-feira em Moscovo, rejeitou o contacto da Rússia com os membros da campanha de Trump e sublinhou que é “muito difícil, neste momento, diferenciar [os jornais] de falsidades e de invenções”.

Estas novas informações surgiram um dia depois do conselheiro de segurança nacional de Trump, Michael Flynn, ter renunciado ao cargo, após informações de que teria mentido ao vice-presidente, Mike Pence, e a outros funcionários americanos sobre os seus contactos com a Rússia.

O diário “The New York Times” noticiou na terça-feira que responsáveis russos teriam entrado em contacto com Paul Manafort, que foi durante um breve período diretor da campanha de Trump e que apresentaria a demissão após ter sido alvo de suspeitas de corrupção, nomeadamente por ligações ao partido do antigo presidente da Ucrânia, o pró-russo Viktor Yanukovych.

Citando “quatro atuais e antigos funcionários norte-americanos”, o jornal norte-americano referiu que chamadas telefónicas intercetadas e registos telefónicos revelaram contactos repetidos com os serviços de secretos de Moscovo. Os responsáveis recusaram ser identificados e dar o nome de outros elementos da campanha de Trump que terão sido contactados pelos russos.

Salientando que as fontes citadas pelo jornal eram anónimas, Peskov afirmou que “talvez tenha chegado a altura de alguém falar abertamente sobre tudo isto”.

O teor das alegadas chamadas telefónicas não foi divulgado.

  • Quem vai substituir Michael Flynn no Conselho de Segurança Nacional?

    Escolha recai entre Robert Harward, antigo número dois do Comando Central dos EUA, e David Petraeus, ex-diretor da CIA. O primeiro é o "anti-Flynn" e, segundo o "Washington Post", o favorito para ocupar o lugar deixado vago pelo general na reforma, que se demitiu na sequência de telefonemas com o embaixador russo em Washington

  • O “doido de direita” já não está à solta no Conselho de Segurança Nacional

    Contra todas as críticas e contra avisos de membros da sua equipa, Donald Trump decidiu avançar com a nomeação de Michael T. Flynn como seu conselheiro. Menos de um mês depois de tomar posse, o general na reforma é a primeira baixa do novo governo norte-americano. Foi forçado a demitir-se esta semana — e não por ter recebido dinheiro da Rússia ou por ter alimentado a teoria da conspiração contra Hillary Clinton, o que em dezembro levou um homem a abrir fogo numa pizzaria de Washington DC

  • Administração Trump sofre primeira baixa por causa de ligações à Rússia

    Michael Flynn, tenente-general na reforma que integrava o Conselho de Segurança Nacional, admitiu que não informou a Casa Branca sobre o conteúdo de uma conversa com o embaixador da Rússia em Washington mantida em dezembro, antes de o novo governo tomar posse, sobre a possibilidade de anular as sanções norte-americanas ao alto diplomata