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Índia bate recorde ao colocar em órbita 104 satélites numa única missão

ARUN SANKAR/AFP/Getty Images

O anterior recorde de satélites colocados em órbita numa única missão foi levado a cabo pela Rússia que, em junho de 2014, lançou 37 satélites de uma só vez

A Índia fez história esta quarta-feira ao enviar para o espaço 104 satélites através de um único foguetão. O lançamento ocorreu no centro espacial de Sriharikota, no sul da Índia.

“A missão PSLV-C37/Cartosat-2 Series lançou com sucesso os 104 satélites”, escreveu a Organização de Investigação Espacial Indiana (ISRO) na sua conta do Twitter, aproximadamente meia hora depois do lançamento da missão.

“As minhas calorosas felicitações às equipas da ISRO pelo seu sucesso”, declarou o diretor da agência espacial indiana, Kiran Kumar.

Dos 104 satélites colocados em órbita, apenas três pertencem à Índia, escreve a BBC, e os restantes a empresas públicas ou privadas de outros seis países, sobretudo dos Estados Unidos (96). A bordo do veículo espacial seguiram também satélites de Israel, Cazaquistão, Holanda, Suíça e Emirados Árabes Unidos.

Entre os satélites, com um peso total de 1.378 quilogramas, destaca-se o da série Cartosat-2, portador de um sistema cartográfico muito sofisticado de fabrico indiano, o mais pesado de todos.

O foguetão tinha ainda espaço complementar para outros satélites, pelo que a ISRO optou por enviar os restantes 103 “nano-satélites”, com um peso combinado de 664 quilogramas, cujo lançamento representa importantes receitas para a agência espacial indiana.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, também já reagiu: “Esta extraordinária façanha conquistada pela ISRO representa outro momento de orgulho para a nossa comunidade científica espacial e da nação. A Índia presta homenagem aos cientistas”.

A Índia, que começou a colocar satélites na órbita terrestre em 1999, tem um programa espacial conhecido pela sua eficácia e bom preço, competindo no mercado com outros atores internacionais, nomeadamente das empresas privadas como a SpaceX ou a Blue Origin. Segundo a BBC, observadores dizem que o lançamento desta quarta-feira é um sinal de que o país está a emergir como um das figuras principais no mercado espacial multimilionário.

Atualmente, a Índia é detentora de um dos programas espaciais mais ativos do mundo, com o lançamento, até agora, de mais de uma centena de missões desde a sua fundação há pouco mais de meio século.

Entre as maiores conquistas do programa espacial do gigante asiático, que conta com 16 mil cientistas e um orçamento de mil milhões de dólares (cerca de 943 milhões de euros), destaca-se o envio, em 2008, da sua primeira sonda lunar e a colocação, em 2014, de uma sonda na órbita de Marte.