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Há quatro dias que J. K. Rowling e o ex-jornalista Piers Morgan andam a discutir no Twitter

John Phillips/ Getty Images

O motivo da discórdia começou por ser Donald Trump e a ordem executiva que proibiu a entrada de cidadãos de sete países maioritariamente muçulmanos. Depois, a discussão passou a ataques mais pessoais e a criticas políticas de ambas as partes

De um lado, J.K. Rowling, autora de Harry Potter. Do outro, o antigo diretor do tabloide “Daily Mirror”, Piers Morgan. Os dois britânicos têm sido protagonistas de uma discussão via Twitter, que já dura há quatro dias. Esta terça-feira, a escritora respondeu ao ex-jornalista com a fotografia de um artigo em que é descrita como “alguém que definitivamente importa”, que pela forma como “encorajou as crianças a ler, a sentirem-se inspiradas e a serem criativas, teve um grande impacto no mundo”.

Segundo a BBC, o pequeno excerto partilhado por Rowling faz parte de um texto escrito em 2010 por Morgan.

Tudo começou com a participação de Piers Morgan no “Real Time”, um talk show sobre política e transmitido semanalmente pelo canal norte-americano HBO. Enquanto se comparava Hillary Clinton com Donald Trump, veio à conversa a ordem executiva “que proíbe a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos”.

O britânico negou que fosse uma proibição religiosa, tal como a presidência tem vindo a insistir nos últimos tempos, e o colega de painel e comediante Jim Jefferies respondeu-lhe: “vai-te lixar!”.

Momentos depois, J.K. Rowling comentava o sucedido no Twitter.

Mais tarde, quando Piers Morgan vi o tweet da autora de Harry Potter, respondeu.

Desde então, têm sido sucessivas as trocas de galhardetes. Embora nem sempre se identifiquem nas publicações, é possível perceber quem é o alvo.

Vários utilizadores no Twitter interferiram. Um deles, foi o filho de Piers Morgan. Spencer é fã da saga de Harry Potter e até tem uma tatuagem em homenagem ao mundo mágico criado por Rowling.

Piers Morgan é apoiante de Donald Trump. O antigo jornalista participou e venceu a sétima temporada do reality show “O Aprendiz”, apresentado pelo agora Presidente norte-americano. Na sequência da discussão escreveu um artigo de opinião dirigido a Rowling, Meryl Streep e todas as outras “celebridades que desprezivelmente uivam para Trump”.

“Atrevi-me a sugerir que os liberais estão a perder a cabeça e a ficar tão histéricos em relação a Donald Trump que perderam o sentido de proporção. Particularmente em dois aspetos em dois aspetos da sua atribulada presidência de três semanas: primeiro, não é um novo Hitler; segundo, não impôs uma proibição de entrada a muçulmanos”, lê-se na coluna de opinião no jornal que em tempos dirigiu, “Daily Mail”.

A conta no Twitter de Rowling é muito mais do que uma plataforma para comunicar com os fãs. Há muito que é também um meio de partilha das suas opiniões políticas, o que já lhe valeu algumas discussões. A escritora, além de apoiar Hillary Clinton, foi também uma das mais audíveis vozes para a permanência do Reino Unido na União Europeia.