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Trump já sabia “há semanas” que Flynn tinha enganado membros da administração

CARLOS BARRIA/Reuters

O porta-voz da Casa Branca revelou que Trump e um pequeno grupo de conselheiros foram informados no final de janeiro depois do Departamento de Justiça ter avisado as chefias do Governo sobre os contactos de Flynn com o alto diplomata russo no final de 2016

O Presidente dos EUA já havia sido informado há semanas que Michael Flynn não tinha dito a verdade sobre as suas interações com o embaixador russo e pediu que renunciasse ao cargo depois de concluir que o conselheiro de segurança nacional de Donald Trump não era de confiança, referiu a Casa Branca esta terça-feira.

Na sua conferência de imprensa diária, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, mencionou, citado pelo “The New York Times”, que o Executivo norte-americano tem “analisado e avaliado a questão diariamente, tentando apurar a verdade” e que, apesar de ter concluído recentemente que não houve nenhuma violação da lei, Flynn não poderia continuar em funções.

“A crescente perda de confiança como resultado desta situação e uma série de outros incidentes questionáveis foi o que levou o Presidente a pedir ao general Flynn que renunciasse” ao cargo, declarou Spicer, citado pelo “Washington Post”.

No entanto, estes comentários contradizem as declarações de Trump a bordo do Air Force One, na sexta-feira. Quando confrontado com o relatório do "Washington Post” que revelava que Flynn não tinha dito a verdade sobre as chamadas telefónicas, o Presidente norte-americano referiu que “não tinha conhecimento e não tinha visto” o relatório, cita o diário norte-americano.

Na madrugada desta terça-feira, Michael Flynn demitiu-se na sequência de contactos que manteve com a Rússia, em que discutiu as sanções impostas pelos Estados Unidos ao embaixador russo em Washington antes de Trump ter tomado posse e que enganou os membros da administração sobre o conteúdo dessa conversa.

  • Administração Trump sofre primeira baixa por causa de ligações à Rússia

    Michael Flynn, tenente-general na reforma que integrava o Conselho de Segurança Nacional, admitiu que não informou a Casa Branca sobre o conteúdo de uma conversa com o embaixador da Rússia em Washington mantida em dezembro, antes de o novo governo tomar posse, sobre a possibilidade de anular as sanções norte-americanas ao alto diplomata