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Internacional

Estados Unidos acusam vice-Presidente venezuelano de narcotráfico

Tareck El Aissami foi nomeado vice de Nicolas Maduro em janeiro

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

É mais um passo no azedar das relações entre os dois países. Os Estados Unidos acusaram o vice venezuelano de ser um dos grandes responsáveis pelo tráfico internacional de drogas e barraram-lhe a entrada e congelaram os bens que possui no país

Os Estados Unidos impuseram sanções ao vice-Presidente venezuelano, Tareck El Aissami, acusando-o de ser um dos grandes responsáveis pelo tráfico internacional de drogas.

O anúncio efetuado ao final do dia de segunda-feira pelo Departamento do Tesouro surge como mais um passo no azedar das relações entre os dois países

As sanções são o "culminar de vários anos de investigação aos principais traficantes de drogas para os Estados Unidos e demonstram que a influência e o poder não protegem aqueles que se envolvem em atividades ilegais", refere, em comunicado, o Departamento do Tesouro.

El Aissami e o seu associado Samark López estão proibidos de entrar nos Estados Unidos e os bens que possuem no país ficaram congelados. As contas de 13 empresas que López controla, entre as quais cinco na Flórida, foram bloqueadas.

El Aissami, de 42 anos, um dos líderes mais influentes do Partido Socialista Unido da Venezuela, foi nomeado para a vice-Presidência do país em janeiro.
Antes, fora governador do Estado de Aragua, um dos mais violentos do país, e ministro do Interior e da Justiça durante quatro anos, na presidência de Hugo Chávez.

Os Estados Unidos acusam-no de ter “facilitado a entrega de drogas” em troca de dinheiro.

O maior narcotraficante venezuelano condenado, Walid Makled, declarou em 2011 que pagava subornos, através do irmão de El Aissami, para que os responsáveis oficiais fechassem os olhos aos carregamentos de cocaína.

É também suspeito de, enquanto foi ministro do Interior, ter estado ligado ao surgimento de dezenas de passaportes venezuelanos que acabaram na posse de alegados membros do Hezbollah.