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Quase 14% dos portugueses surpreendidos pela positiva com as medidas de Trump

JIM LO SCALZO / EPA

JIM LO SCALZO

Estudo de opinião SIC/Expresso da Eurosondagem avalia como os portugueses olham para as primeiras decisões de Trump

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

Confrontados com a questão “As primeiras decisões de Trump surpreenderam-no...”, 14% dos inquiridos completaram a frase com a resposta “pela positiva”.

As medidas tomadas pelo Presidente dos EUA incluem a proibição de entrada a cidadãos de sete países do Médio Oriente de maioria muçulmana (suspensa judicialmente, com Trump a prometer recorrer), a intenção de revogar a reforma de saúde (Obamacare), a reativação de grandes oleodutos e o anúncio da construção do muro na fronteira com o México, “a ser pago pelos mexicanos”.

Entre os participantes, a maioria (47%) declara-se surpreendida "pela negativa" com o conteúdo das decisões de Trump, enquanto cerca de 30% consideram que as medidas foram as esperadas. O resto da amostra (10%) optou pela opção “Não sabe/ Não responde”.

Desagregando as respostas por sexos, as únicas diferenças significativas registam-se precisamente entre os que têm uma opinião positiva das medidas de Trump: ao todo, mais homens (14,4%) apreciaram as medidas de Trump do que mulheres (13,1%).

Ficha Técnica

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 1 a 8 de FEVEREIRO de 2017. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20,4%) — A.M. do Porto (14,7%); Centro (28,6%) — A.M. de Lisboa (26,5%) e Sul (9,8%), num total de 1017 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1225 tentativas de entrevistas e, destas, 208 (17%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 51,6%; masculino — 48,4% e no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 16,8%; dos 31 aos 59 — 51,2%; com 60 anos ou mais — 32%. O erro máximo da amostra é de 3,07%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.