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Brexit. Primeiro-ministro italiano assegura que “negociação destrutiva” não faz sentido

TOBY MELVILLE/REUTERS

“Temos de tranquilizar os nossos cidadãos, italianos a viver no Reino Unido e britânicos a viver na Itália, de que os seus direitos serão respeitados e de que vai haver um tratamento recíproco”, disse Gentiloni em relação ao Brexit

O primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, referiu que não faz sentido uma “negociação destrutiva” sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, após um encontro com a homóloga britânica, Theresa May, em Londres, esta quinta-feira.

Em visita oficial ao Reino Unido quando faltam semanas para o início formal das negociações do Brexit, Gentiloni referiu-se em tom conciliador à separação, que já motivou palavras duras de ambas as partes.

“Estamos conscientes de que as negociações não vão ser fáceis”, disse Gentiloni numa conferência de imprensa conjunta com May. “E também sabemos, e essa vai certamente ser a atitude de Itália, que temos de ter uma abordagem construtiva e amigável. Não faz sentido nenhum uma negociação destrutiva entre o Reino Unido e a UE”, acrescentou.

Os dois chefes de governo discutiram nomeadamente o estatuto dos cidadãos europeus residentes no Reino Unido após o Brexit, a questão migratória na Europa, a luta contra o terrorismo e a relação com a Rússia.

Theresa May foi alvo de críticas por recusar garantir os direitos dos cidadãos europeus residentes no país, ao que respondeu, afirmando que pretende assegurar primeiro garantias recíprocas em relação aos britânicos que vivem noutros países da UE. “Quando acionar o artigo 50.º vou deixar claro que quero que esta questão seja tratada numa fase inicial das negociações”, disse.

A primeira-ministra britânica sublinhou que pretende acionar o artigo 50.º do Tratado de Lisboa - que desencadeia formalmente o processo de dois anos de negociações de saída -, no final de março.