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Cruz Vermelha suspende ajuda humanitária no Afeganistão

O corpo de um dos funcionários mortos quarta-feira no norte do Afeganistão

REUTERS

A medida é temporária e surge na sequência do ataque que vitimou seis trabalhadores humanitários. O atentado não foi, até ao momento, reivindicado

O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou, esta quinta-feira, a suspensão temporária das suas atividades no Afeganistão. A medida surge um dia depois de seis dos seus trabalhadores terem sido mortos a tiro quando prestavam auxílio às populações de uma região remota atingida por fortes nevões, no norte do país.

Neste momento está em curso uma operação para tentar encontrar outros dois funcionários da missão que continuam desaparecidos.

“Vamos parar as nossas operações no mínimo por uma semana”, disse Thomas Glass, um trabalhador humanitário e relações públicas do CICV, à Al Jazeera.

Segundo o responsável, este foi o pior ataque à organização em 20 anos. “Estamos há 30 anos no Afeganistão a dar assistência a quem dela precisa. Queremos ajudar mas não à custa da vida de colegas. Precisamos de entender o que se passou antes de reiniciarmos os nossos esforços humanitários”, acrescentou Glass.

O porta-voz dos talibãs Zabiullah Mujahid disse à Al Jazeera que o seu grupo não esteve envolvido no atentado. As autoridades locais suspeitam que possa ter sido sido executado por elementos do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

As mortes desta quarta-feira surgem mais de mês e meio depois de um espanhol da Cruz Vermelha ter sido sequestrado, a 19 de dezembro, quando funcionários da organização viajavam entre as cidades de Mazar-e-Sharif (Norte) e Kunduz, localidade com forte presença dos talibãs.

O espanhol foi libertado quase um mês depois, mas o Comité Internacional da Cruz Vermelha não revelou as circunstâncias da sua libertação nem quem esteve por trás do sequestro.