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Merkel cai para 2.º nas sondagens pela primeira vez em quatro anos

ALAIN JOCARD / AFP / Getty Images

Novo inquérito de opinião publicado na segunda-feira pelo "Bild" dá 30% das intenções de voto ao bloco governativo da chanceler contra 31% para Martin Schulz e o seu Partido Social-Democrata. “Esta vai ser a campanha eleitoral mais renhida em que já me envolvi”, admite a líder dos democratas-cristãos. “Temos uma séria luta em mãos e muito trabalho pela frente.” As eleições federais estão marcadas para 24 de setembro

A coligação governativa da Alemanha, liderada pela chanceler Angela Merkel e a sua União Democrata-Cristã (CDU), surge em segundo lugar numa nova sondagem do Insa para o jornal “Bild” divulgada na segunda-feira. É a primeira vez que o bloco no poder é ultrapassado por outro partido, no caso pelos sociais-democratas, desde as eleições federais de 2013; no inquérito, a CDU angaria 30% das intenções de voto contra 31% para o candidato do SPD, o ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz.

Ontem, confrontada com os resultados da nova sondagem, Merkel assumiu que tem uma luta renhida pela frente na corrida por um quarto mandato consecutivo. “Esta é a campanha eleitoral mais difícil que já enfrentei, em parte por causa da situação internacional”, admitiu aos jornalistas numa conferência de imprensa em Munique, ao lado de Horst Seehofer, líder do estado da Baviera e do CSU, partido-gémeo da CDU. "Temos uma luta séria em mãos e muito trabalho pela frente”.

Em duas semanas, o SPD aumentou os seus apoios em dez pontos percentuais, com o bloco democrata-cristão de Merkel a cair três pontos no mesmo período. De acordo com o mesmo inquérito, levado a cabo junto de 2042 alemães entre 3 e 6 de fevereiro, se as eleições fossem hoje ganharia o partido de Schulz, que em janeiro abandonou a presidência do Parlamento Europeu para se candidatar às eleições federais alemãs como cabeça-de-lista dos sociais-democratas.

O plebicisto, um dos grandes testes que a Europa enfrenta este ano num momento de crescente populismo e xenofobia no continente e em todo o mundo, está convocado para 24 de setembro. Existe o receio de que a divisão do eleitorado entre a CDU e o SPD vá ajudar a reforçar o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que no ano passado alcançou importantes vitórias em eleições regionais e que nas sondagens mais recentes surge em terceiro lugar, com cerca de 12% das intenções de voto.