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Duterte permite aos EUA criarem quartéis nas Filipinas, apesar da tensão com a China

Dondi Tawatao / Getty Images

O Presidente filipino tem investido num melhoramento da relação com o gigante chinês e ameaçara, no mês passado, renunciar ao acordo de defesa que permite aos Estados Unidos estacionarem temporariamente forças militares no seu país

O Presidente filipino, Rodrigo Duterte, deu luz verde para que os Estados Unidos construam quartéis e depósitos de combustível — nos locais onde as forças americanas têm permissão para colocarem temporariamente contingentes, segundo o pacto de defesa de 2014 —, anunciou esta terça-feira o ministro da Defesa Delfin Lorenzana.

A informação surge após, no mês passado, Duterte ter ameaçado renunciar ao acordo caso os Estados Unidos armazenem armas nas suas instalações no país, alegando que as Filipinas poderiam ficar envolvidas num eventual conflito armado entre a China e os Estados Unidos. O Presidente identificou três áreas para onde supostamente os norte-americanos iriam levar o seu armamento, entre os quais a província de Palawan no oeste das Filipinas, na área do disputado Mar do Sul da China. “Eu irei analisar uma revisão ou talvez no limite a renúncia” do pacto de defesa, caso os Estados Unidos construam o depósito de armas, afirmou então Duterte.

“Eu não sei onde o Presidente obteve essa informação mas eu corrigi-a”, explicando-lhe que o armazenamento de armas não está previsto, referiu o ministro Lorenzana, citado pela Associated Press, acrescentando que também indicou ao Presidente que a construção ainda não começou, estando agendada para mais adiante neste ano ou no próximo e que o Presidente acedeu a que o plano seja mantido.

“Ele disse OK, avancemos, mas certifique-se que não há armazenamento de armamento lá”, relatou Lorenzana.

O pacto permite aos norte-americanos construírem quartéis, em bases militares usadas pelas forças americanas e filipinas, e criarem depósitos de combustível para os seus veículos e aviões, mas Duterte frisou que não autoriza o armazenamento de armamento.

O ministro filipino referiu que a maior parte do equipamento que os americanos irão trazer destina-se a operações de assistência humanitária para resposta a um desastre. Relativamente aos exercícios militares que vão realizar no país, Lorenzano frisou que irão trazer as suas espingardas e munições que levam depois consigo quando regressarem aos Estados Unidos.

Desde que assumiu a presidência em junho, Duterte tem investido na melhoria do relacionamento com a vizinha China